Cidades de Papel

| 13 março 2014 |
Como pode ser a vida de uma pessoa sem rumo? Alguém que se imagina sendo uma pessoa de papel, vivendo em uma Cidade de Papel? E para onde essa pessoa iria, se nada além da fuga em si era o seu objetivo? São essas as perguntas que pairam sobre a vida de Quentin. E essas são algumas das respostas que ele terá que descobrir para começar a conhecer um pouco da mente de sua vizinha, Margo, e quem sabe, descobrir para onde teria ido à menina das "Cidades de Papel".

Quentin e Margo eram muito amigos quando crianças, estavam sempre brincando juntos. Foi em um momento como esses que eles encontram em um parque o corpo de um homem, momento que havia marcado ambos de formas muito diferentes. Mas, amizades de infância nem sempre duram para sempre.  Agora, Quentin observa Margo à distância, até o dia que ela foge de casa e desaparece. Ele nunca havia se sentido tão próximo a ela até aquele momento, mesmo sem a sua real presença.

Esse romance de John Green conta a estória de Quentin e sua busca desesperada por aquela que um dia foi sua melhor amiga. Ao ler o livro, nos deparamos com um adolescente, sério, determinado, que não costuma quebrar regras, mas que tem uma paixão platônica por alguém com quem há anos mal conversa, fora a noite anterior ao seu desaparecimento, mas que faz de tudo para encontrá-la, mesmo que isso signifique passar por cima de regras e situações que sua personalidade jamais permitiria.

É interessante ver o quanto uma pessoa pode mudar quando está obcecado por algo. Um menino sério e comportado, o orgulho de qualquer pai, passa a invadir locais abandonados, mentir para sua família, dirigir muito acima do limite de velocidade, apenas para ir à busca de pistas, nada especificas, que poderiam levá-lo ao paradeiro de alguém que ela ama desesperadamente.

A busca de Quentin contagia o leitor. É claro o quanto aquela situação é surreal, o quanto as pistas são absurdas pois dificilmente alguém realmente conseguiria chegar a algum lugar com as pistas deixadas (imagine arrancar sua própria porta do batente?), mas é impossível não desejar que ele a encontre a cada nova passagem do texto. Sua obstinação, muitas vezes beirando a obcessão, também nos contagia a cada nova pista que nos achamos que ele tenha decifrado.


"Cidades de Papel", acima de tudo, é um livro sobre comportamento humano. De um lado, uma garota que ainda não encontrou o seu lugar no mundo e precisa se libertar de correntes, muitas vezes criadas por ela mesma. Do outro lado, um garoto que precisava de um incentivo para fazer algumas loucuras e correr atrás do que mais lhe importava em todo o mundo. Um romance muito interessante de se ler. Jonh Green consegue nos fazer mergulhar nos pensamentos dos personagens como poucos conseguem.

10 comentários:

  1. eu li até agora um livro do John Green só, e vi várias resenhas negativas sobre esse livro, mas não sei o porque, lendo sua resenha parece ser uma história muito legal, pretendo ler logo cidades de papel

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    1. Bom, eu gostei muito mais de "A Culpa é das Estrelas", porém, "Cidades de Papel" também é interessante. Não vai ter fazer chorar horrores.. hehehe, mas é interessante ler a busca de Quentin por sua amada vizinha :D

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  2. Ainda não li nada deste autor, mas tenho muita vontade, sempre vejo muita gente elogiando suas obras! Este livro parece ser bom também, achei o tema interessante, parece ser um livro ótimo para refletirmos também!
    beijos

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    1. Comece por "A Culpa é das Estrelas" e mantenha uma caixinha de lenços do lado :D

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  3. 'Cidades de Papel' é um dos livros que considero o melhor do Mrs. Green, porém O FINAL dele não foi lá aquela grande coisa, sem falar que a obsessão do Quentin para com a Margo me irritou em alguns momentos. Li e recomendo o livro, e quem sabe assim, opiniões novas sobre o livro comecem a surgir :)

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  4. Quero muito ler esse livro a um tempo, me parece ser bem interessante. O John Green é demais e amo os livros dele!
    Beijos

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  5. Desejei esse livro antes mesmo de ter lido A Culpa é das estrelas, fico imaginando o desfecho. Com a leitura do primeiro livro, John Green ganhou muitos pontos comigo, é uma leitura bem tranquila e assim como você disse que acontece em Cidades de Papel, o leitor mergulha nas indagações do personagem. Quero ter quantos livros dele for possível!

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  6. Li esse livro há pouco tempo, pois depois de ler "A culpa é das estrelas" fiquei com sede da escrita do Green, hehe.
    Eu ainda fico pensando o que eu realmente achei desse livro, pois gostei, mas não gostei também. Em momentos me vi como o Quentin, em muitos outros me identifiquei muito com a Margo; mas isso me irritava, me dava raiva dela. Sei lá... esse livro mexeu comigo, li faz uma semana e ainda estou digerindo, hahaha.
    (o Ben e o Radar são os melhores <33 ri muito com eles)
    Kissus

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    1. Acho que bons livros são aqueles que nos fazem sentir grandes emoções, sejam elas boas ou ruins... hehehe
      Então, acho que é mais ou menos por ai :D
      Beijos!!!

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