As Crônicas de Bane – Salvando Raphael Santiago

| 18 julho 2014 |
Um feiticeiro com centenas e centenas de anos, como Magnus Bane, deve querer sempre diversificar os seus ofícios para não acabar se entediando em sua vida imortal. Na sexta Crônica de Bane, Magnus decide se tornar um detetive, porém, o seu primeiro caso envolve uma mãe desesperada em busca de seu filho. Sua busca pode não ter os resultados que o feiticeiro gostaria, mas, irá nos apresentar a um membro do submundo que nós conhecemos muito bem.

Para fãs que, como eu, não leram essa crônica antes de “Cidade do Fogo Celestial” com certeza ficaram muito curiosos para saber mais sobre a relação de Magnus e Raphael citada no último livro da série “Os Instrumentos Mortais”. Não vou entrar em detalhes, em respeito a quem ainda não leu o livro, porém, é possível entender melhor os motivos do que aconteceu quase no final do livro.

Magnus se espanta ao receber a visita de uma mãe angustiada em busca de seu filho que havia saído com sua “gangue” em busca de um vampiro que estava aterrorizando a todos. O feiticeiro, sem conseguir recusar ajudar uma mãe tão desesperada e também querendo entender os motivos de um vampiro estar matando pessoas jovens tão descontroladamente, (o que poderia muito em breve atrair atenção dos caçadores de sombras), resolve investigar por conta própria.

Ao chegar ao conhecido Hotel Dumort, ele se surpreende ao descobrir que o vampiro que estava causando todos os desaparecimentos já estava morto, e que o próprio Raphael, que agora era um deles, tinha sido o responsável. Raphael não é um jovem vampiro comum. Sua sede por sangue não faz com que tudo ao seu redor desapareça. Ele consegue manter a sanidade o suficiente para entender a criatura terrível que ele tinha se transformado e tenta acabar com a própria existência, o que Magnus impede, começando assim uma relação totalmente única, que perduraria por muito tempo.

Nós não tivemos tanto contato com Raphael e nem com a sua personalidade “encantadora” em nenhum outro livro quanto nesse conto. É totalmente compreensível, ao conhecer o seu autocontrole e tudo o que ele pensa sobre a sua nova existência, entender como ele conseguiu alcançar um posto tão alto no seu clã de vampiros em tão pouco tempo.

A relação de Magnus e Raphael é incrível. É como se eles se odiassem e se amassem ao mesmo tempo, como se mostrar algum tipo de respeito ou gratidão fosse interferir de alguma forma em sua relação tão perfeitamente imperfeita.


Mais uma vez podemos ver a generosidade de Magnus Bane. Talvez, viver por tanto tempo e ter contato com tantas existências diferentes e complexas faça com que ele não consiga simplesmente virar as costas para alguém necessitado. Seja um humano, um caçador de sombras ou um membro do submundo, por mais sarcástica, arrogante, ou displicente que seja a sua atitude, ele sempre estará apto para ajudar. Ou talvez o seu fraco esteja nos desajustados, onde sua própria alma desajustada por alguns momentos encontre um semelhante. Isso, nós sabemos que o nosso feiticeiro favorito faz muito bem.

12 comentários:

  1. Eu achei bem interessante essa mistura de feiticeiros com mistérios, fiquei curiosa.
    Mas o livro foca mais em que assunto?
    Boa resenha! Abraço.

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    1. "As Crônicas de Bane" na verdade é um extra da série "Os Instrumentos Mortais", você conhece? :D

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  2. Conheço sim! Mas não me chamou a atenção.

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    1. Sério? Bom, se você tiver um tempo, dê uma chance para o primeiro livro, depois me diga o que achou :D

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  3. eu to louca pra ler esses livros do magnus,eu vou esperar pra lançar o livro fisico,mas a curiosidade ta me matando,eu amo o magnus ele tantar ser indiferente,mas nunca consegue,uma das razões porque eu amo tanto ele :)

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    1. Você vai amar, as crônicas são fantásticas. Também, com Magnus Bane como protagonista, não poderia ser diferente :D

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  4. Mistérios é um tema de livro que eu amo!!!! Adorei esse !

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  5. Ai eu to louca para ler esse livro!! Mas tenho uma lista enorme de livros para ler e infelizmente vou ter q esperar para ler essa maravilha :(

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    1. Bom, esse não é exatamente um livro, é só um conto extra da série "Os Instrumentos Mortais", ainda assim é muito bom :D

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