Primeiro e Único

| 16 agosto 2016 |
“O treinador mexia comigo, e, embora eu sempre tivesse atribuído esse nervosismo ao fato de estar tão próxima de uma figura grandiosa, comecei a me preocupar que talvez fosse algo a mais. Enquanto dirigia, um sentimento estranho me invadiu. Eu estava por fim caindo na real – e detestava o fato de que não poderia simplesmente apertar um botão para desligar e silenciar o que sentia.”

Shea nasceu em uma família um tanto desajustada. Com um pai que largou a primeira mulher para ficar com a sua mãe, e depois largou a sua mãe para voltar para a primeira mulher, ela cresceu com uma mãe com uma fixação nada saudável pelo ex-marido e um pai ausente. Por consequência, ela foi “adotada” pela família da sua melhor amiga, Lucy. Com eles, ela sentia estar em um verdadeiro lar, e lá ela conheceu aquela que viria a ser a sua grande paixão: o futebol americano. Porém, o esporte não seria a única paixão que ela encontraria nessa sua segunda família.

Crescer em uma cidade onde o futebol americano é o centro de tudo era um orgulho e uma paixão para Shea. O treinador Carr, pai de Lucy, sempre foi o seu grande ídolo, seu exemplo, alguém que ela admirava até mais do que o esporte em si. Quando a esposa do treinador falece, foi como uma bomba atingindo toda a cidade, mas todos prometeram fazer o melhor que eles pudessem para que a vitória naquele ano fosse em sua homenagem. Shea até tenta se desvencilhar um pouco do que a mantinha presa naquele lugar, ir atrás de novos rumos, novos desafios para a sua carreira, porém, quando a paixão por um time é incontrolável, e quando ela começa a descobrir que os seus sentimentos pelo treinador vão muito além de admiração, ela se vê no meio de um dilema. Escolher entre o que é certo, respeitar a memória de uma mulher que ela também admirou, a dor que a sua melhor amiga estava sentindo ou seguir o seu coração e lutar por aquele amor que ela havia suprimido por tanto tempo.

Acredito que esse livro seja mais uma história de autoconhecimento, como as pessoas podem evoluir com uma perda e como é importante não deixar que outras pessoas interfiram nos seus sonhos, do que sobre futebol americano em si. Gostei de encontrar personagens tão reais e situações que poderiam fazer parte do dia a dia de cada um. É difícil não gostar de um livro quando você se identifica, mesmo que só um pouco, com o que acontece ali.

6 comentários:

  1. Que lindooo, o que acabei de ler aqui me surpreendeu muito e ainda pode ser um livro com uma historia de superação de uma perda e a coragem de representar alguém querido que não está entre nós respeitando seu desejo. Obrigada!!!

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    1. Esse é um daqueles livros que eu comecei a ler sem esperar nada e terminei apaixonada <3
      Espero que você goste também.
      Beijos!!!

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  2. Estou doida pra ler esse livro, curto muito a escrita da Emily Giffn, parece super emocionante e cada resenha que leio dele me deixa ainda mais curiosa em conferi essa história de autoconhecimento.

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  3. Há sempre livros maravilhosos assim que a gente lê sem esperar nada isso é espetacular!!!

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