Atlântida – O Gene

| 22 outubro 2016 |
Kate Warner é uma talentosa geneticista que está trabalhando com crianças autistas em busca de uma cura para esse problema genético. David Vale trabalha para uma misteriosa organização que combate terroristas e outros assuntos, quando é melhor não colocar o governo de qualquer país na jogada. Quando duas crianças de Kate são sequestradas, a organização de David parece estar de deteriorando em meio a traidores e os dois fatos parecem partir dos mesmos responsáveis, os destinos deles se cruzam e entender a realidade do que permitiu a evolução humana durante milhares de anos seria a chave para decifrar um mistério muito maior do que eles imaginariam.

Eu realmente não sei o que eu esperava dessa narrativa antes de começar a ler o livro, mas, com certeza, não passou nem perto da genialidade e complexidade que eu pude encontrar nessas 563 páginas.

Ao ler o título, somos levados a acreditar que é um livro de fantasia/ficção cientifica, e que coisas fantásticas e de outros mundos aparecerão a qualquer momento. Ao avançar na narrativa, somos bombardeados com infinitas informações e tramas, que, principalmente no princípio, podem deixar o leitor completamente confuso, porém, tudo nos leva a crer que é um livro ficcional, mas sem nenhum elemento fantasioso. Ledo engano.

A. G. Riddle, não só soube como criar uma narrativa realmente única, mas nos prender, enganar e entreter, revelando aos poucos toda a sua criatividade para uma história desse porte. Kate nos é apresentada como uma cientista que quer descobrir a cura do autismo. Ela claramente ama as crianças que estão sob sua guarda e faz de tudo por elas quando são sequestradas, inclusive lidar com pessoas que acreditam que eliminar grande parte da população possa ser benéfico para evolução da humanidade.

David é um soldado que lida muito bem com lutas e armas, mas com uma perspicácia invejável. Ele investigava como os ataques ocorridos nos Estados Unidos no 11 de setembro poderiam ser algo maior do que todos acreditavam. Quando ele entra em contato com um projeto chamado “Protocolo Toba”, que parecia ser algo além do que qualquer ataque terrorista de que já se tenha ouvido falar, por mais que sua organização não seja mais confiável, ele iria até o fim para descobrir e parar os responsáveis.

Apesar de ambos os protagonistas terem fatos trágicos manchando suas vidas, momentos que sempre voltavam para lembrá-los daquela tristeza, isso não é nada se comparado ao que o leitor descobre de um passado ainda mais distante, de fatos que marcaram a história de humanidade, dos protagonistas (direta ou indiretamente), alguns explicados, muitos outros guardados para os próximos volumes, mas que nos deixam de queixo caído. Voltando a parte que eu esperava a princípio, fantasia/ficção cientifica, esse livro é um prato cheio.

“Atlântida – O Gene” merece realmente ser o fenômeno que ele está se tornando. Uma obra tão complexa, bem elaborada e desenvolvida, onde milhões de informações são lançadas por aquelas páginas e vão de juntando, como um quebra-cabeça, apenas para nos levar em direção a uma estrutura espetacular formada no final. Para quem gosta do gênero, tenho certeza que esse livro estará entre os seus favoritos.

2 comentários:

  1. Nossa, já estava bastante interessada em ler esse livro só pela sinopse, e agora depois de ver essa resenha fiquei ainda mais curiosa em conferi essa história que parece bem eletrizante e envolvente.

    ResponderExcluir