Príncipe do Deserto

| 16 junho 2017 |
Louise era uma mulher à frente de seu tempo. Ela não queria ser apenas uma mulher inglesa que se dedicava ao lar e a um futuro marido pelo resto de seus dias. Como o pai, ela queria ser arqueóloga, e sabia que uma grande descoberta faria com que todos a aceitassem. Em uma viagem para as terras das Arábias, onde ela esperava fazer uma grande descoberta, a sua equipe é atacada por salteadores, mas a inglesa é salva por um homem intenso, valente e exótico, que mudaria toda a sua vida.

Said não imaginava salvar alguém como Louise, mas não poderia deixá-la perecer daquela forma cruel. Porém, agora ela lhe pertencia, e ele não poderia deixar que ela fosse embora, pelo menos até conseguir o que ele tanto desejava.

Essa é uma releitura interessante de “As Mil e Uma Noites”. A autora, Elissande Tenebrarh, criou uma narrativa em que a protagonista precisa envolver seu raptor noite após noite, mas não com suas histórias. Said é alguém que sofreu em seu passado, então, não se envolve com mulher alguma. Suas necessidades são satisfeitas pelas suas escolhidas, que passam apenas uma noite com ele, depois nunca mais tem a chance de passar um momento de intimidade com o Sheik. Louise não aceitaria ser mandada embora, para se casar com outro homem, portanto, usaria todo o seu charme, e a atração que existia entre eles, para ficar ao seu lado, até que encontrasse uma forma de voltar para casa.

Por ser alguém a frente de seu tempo, Louise não vê com bons olhos ser tratada quase que como uma escrava, o que era comum para mulheres nessa época, seguir cegamente os homens de sua vida. Ela queria resistir a aquele homem que queria tomar as decisões de sua vida, mas com tamanho charme, isso seria impossível.

Por outro lado, Said só queria seduzi-la, conseguir o que ele precisava e encontrar uma forma de fazê-la construir sua vida em outro lugar. Todas as atitudes de Louise, que deveriam ser consideradas como uma afronta a alguém tão importante, só faziam com que ele se encantasse cada vez mais com aquela mulher inglesa que havia cruzado seu caminho.

Apesar da história realmente não ser tão relacionada com “As Mil e Uma Noites”, achei incrível o casal principal, a química entre eles e a forma como a relação foi construída. Acredito que a autora tenha realmente se empenhado em pesquisas sobre o comportamento das pessoas naquela época e nos lugares apresentados na obra. Fiquei encantada, e torcendo, do começo ao fim.

“Príncipe do Deserto” é um livro que consegue envolver o leitor, seduzir a cada página e nos encantar com tantos sentimentos e emoções. Essa é uma obra nos leva para as areias do deserto e nos deixa ansiando por mais daquele casal quando o livro chega ao fim.

Um comentário:

  1. Apesar de ser quase que uma releitura, gostei da proposta da autora.
    Transformou uma história clássica, em algo realmente original.

    Quero conhecer a Louise , e suas artimanhas para conseguir o que quer.

    Bjs.

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