Redenção de um Cafajeste

| 03 agosto 2017 |
Maiana era uma mulher lutadora, que batalhava para terminar a faculdade e manter sua casa, apesar das moradoras não merecerem todo o seu esforço. A mãe e a irmã acreditavam que apenas conhecendo um homem muito rico seria possível que elas mudassem de vida, deixassem de ser pobres. Por essa razão, Maiana conheceria um homem diferente de qualquer um que ela imaginaria para a sua vida, mas que entraria totalmente em seu coração, sem pedir licença.

Juliane, irmã de Maiana, conhece Arthur, após achar que ele tinha sido o homem que havia batido cruelmente em sua irmã. Ele se encanta por ela à primeira vista e, como muitas outras mulheres que passaram por sua vida, ele precisava tê-la em sua cama, a qualquer custo. Maiana se sente muito atraída por aquele homem confiante e lindo, porém, jamais ficaria com um homem que tivera um caso com sua irmã, a não ser que a mesma “aprovasse”, e ele se mostrasse disposto a ser mais que um caso em sua vida.

A autora, Nana Pauvolih, começa seu livro trazendo uma fórmula já bem conhecida em narrativas desse gênero. Um homem rico e muito atraente, que não estava interessado em relacionamentos sérios e uma garota ingênua, que se apaixona perdidamente. Apesar de ser um ponto de partida já bem conhecido, não posso dizer que seja um tema já ultrapassado, exatamente pelo fato desse tipo de histórias ainda prenderem leitoras a cada página, nos fazendo torcer por um final feliz.

Maiana vive com uma família que você se pergunta o motivo pelo qual ela suporta aquela vida. A mãe e a irmã claramente não a amam, ou se importam com o seu bem-estar. A protagonista aguenta aquele sofrimento, mas até certo ponto. Quando tudo desmorona e ela percebe até onde a sua “família” pode chegar para finalmente subir na vida, é quando ela consegue abrir os olhos e seguir o seu próprio caminho.

Arthur é um homem que aprendeu com a sua avó que o amor só traz sofrimento. Que todas as mulheres são interesseiras e que só querem arrancar tudo o que puderem, até deixarem aquele que as amou com tanto carinho sem rumo, sem esperanças. Essa criação fez com que o protagonista fosse um homem fechado, que não deixava ninguém entrar realmente em sua vida, para não sofrer como o pai sofreu com sua mãe. Ao mesmo tempo, vivendo pela primeira vez o amor, ele não conseguia decidir se ouvia os conselhos de sua avó ou acreditava na mulher que amava. Esse fato criou todos os conflitos e desencontros durante a narrativa, que consegue mostrar bem o quanto uma pessoa pode mudar, se fortalecer ou se tornar um ser miserável por conta do amor.

“Redenção de um cafajeste” consegue ser um livro encantador, além de forte e sensual. Os protagonistas estão aprendendo, cada um à sua maneira, o que é o amor, o quanto é possível sofrer, criar algo muito maior do que apenas um casal, e perdoar, tudo regado com esse belo sentimento.

Um comentário:

  1. Jana!
    Por mais que o tema seja batido, acredito que cada novo livro no estilo sempre tem algo diferente e que podemos aproveitar, ainda mais um exemplar com mais de 500 páginas, deve ter coisa muito boa.
    A capa é bem sensual.
    Desejo um mês repleto de realizações e um ótimo final de semana!
    “A vida guarda a sabedoria do equilíbrio e nada acontece sem uma razão justa.” (Zíbia Gasparetto)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE AGOSTO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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