A Garota do Calendário – Janeiro

| 11 janeiro 2018 |
Mia nunca pensou que os erros de seu pai a obrigaria a tomar atitudes extremas. Enquanto o mesmo estava em coma, devido a uma surra que havia levado por conta de uma alta dívida com agiotas, Mia era ameaçada a pagar o que era devido, ou ela sofreria as consequências. Ela precisava de uma quantia indecente de dinheiro para se livrar de quem perseguia a sua família, e ela só conhecia uma maneira que a faria ganhar dinheiro muito depressa.

Millie, tia de Mia, era dona de uma empresa de acompanhantes de luxo. Por precisar de muito dinheiro, em um período muito curto de tempo, Mia teria que concordar em passar muitos dias com cada um de seus clientes, quase um mês completo. Sexo não fazia parte do pacote, porém, seria escolha dela se envolver, ou não, dessa forma com aqueles que a contratou, o que lhe renderia um dinheiro extra. A garota estava certa que não se rebaixaria a esse ponto, até conhecer o grande roteirista de cinema Wes, um homem tão bonito quanto talentoso, que a faria enlouquecer em muitos sentidos.

A autora, Audrey Carlan, no primeiro livro da série “A Garota do Calendário”, nos apresenta uma protagonista que já sofreu muito emocionalmente devido a romances fracassados e não pensa em entregar seu coração novamente para o primeiro que aparecer. Quando ela conhece Wes, o primeiro cliente que lhe é designado para seu papel de acompanhante, talvez seu coração tenha ficado no lugar correto, mas seu corpo não concordava em ficar longe de um dos homens mais desejáveis que ela já conheceu.

Esse livro é diferente de outros com essa premissa. Uma moça pobre, ou endividada, como no caso da protagonista, e um homem sedutor, muito bom de cama e rico aparece em seu caminho. Os dois se entendem completamente entre quatro paredes e no mundo dos negócios de Wes, como se eles tivessem nascido um para o outro. Seria um romance bem clichê se não tivéssemos mais onze meses pela frente, onde a protagonista encontrará seus novos clientes e nós não fazemos ideia se ela irá querer aquele dinheiro “extra” que ela pode receber ao incluir sexo no pacote.

Apesar de ser um livro bem simples, a autora consegue segurar a atenção do leitor e instigar a vontade de ler as sequências, para ver como essas relações nada usuais irão se desenvolver. Seria fácil se ela já desistisse de tudo, escolhesse ficar com Wes, que pagaria todas as dívidas de seu pai, e eles viveriam felizes para sempre, portanto, é incrível pensar que ela simplesmente largou o príncipe encantado para continuar com os seus planos, pagar as suas dívidas e só depois decidir o que fazer com sua vida.

  “A Garota do Calendário – Janeiro” foi um primeiro mês realmente quente para alguém que estava convicta em ser apenas uma acompanhante, no sentido real da palavra. Em momento algum Mia negou os seus desejos ou necessidades de seu corpo, o que nos leva a imaginar o que pode acontecer de interessante em seus próximos meses, próximos acompanhantes e próximos livros. 

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