Um Trono Negro

| 18 janeiro 2018 |
Três irmãs que nasceram para reinar, porém uma única Rainha deve restar. As trigêmeas conhecem o seu destino. Duas nasceram para morrer, uma para ser coroada. Nenhuma delas cairá sem lutar, mesmo que em seus corações elas lutem por objetivos diferentes.

Que continuação fantástica! O primeiro livro é incrível, mas o segundo elevou a saga das Rainhas a outro patamar. A alma e o coração de cada uma das irmãs são ainda mais expostos para os leitores nessa sequência. Impossível não estar junto de cada uma delas a cada capítulo e rezar para a que a Deusa tenha piedade dessa trinca e as poupe do terrível destino de matar ou morrer.

No primeiro livro, Mirabella foi apresentada como a Rainha escolhida. Por ser a mais forte e a única Rainha realmente capaz de controlar a sua dádiva, o destino da coroa era certo. Quando a verdade é revelada, e Arsinoe descobre que ela nunca foi fraca, a questão é que ela nunca foi uma naturalista, mas uma envenenadora, ela passa a acreditar que esse segredo pode lhe trazer a vitória. Katharine, após quase ser morta por aquele que ela amava, volta completamente diferente da garota assustada que ela costumava ser. Agora, a Rainha “envenenadora” é uma mulher impetuosa, com garra, mas que não mede as consequências dos seus atos e está disposta a passar por cima de quem for para ter a sua coroa.

Antes de começar a ler, eu acreditava que esse livro fosse ser algo mais leve, as irmãs tentando fugir de seu destino e outras pessoas interferindo em suas vontades, mas não é isso o que acontece. A narrativa é tão cruel e brutal quanto poderíamos esperar de uma guerra pelo trono, uma guerra travada entre irmãs que em algum momento de suas vidas se amaram.

Katharine foi a personagem mais impactante da trinca. A única que realmente esqueceu o seu passado, qualquer medo, remorso ou bondade que poderia existir em seu coração, para ter apenas um objetivo em sua vida. Ela se apresenta como alguém que pode matar a sangue frio, que humilha as pessoas sem remorso algum e que não tem mais nenhum cuidado, nem com a própria vida.

Mirabella, a única que realmente lembra do passado com as irmãs, do quanto elas se amaram, antes a mais forte do trio, agora é a que tem mais medo do que possa acontecer, principalmente com aqueles com quem ela se importa. Arsinoe treina sua dádiva de envenenadora, sabendo que logo chegará o dia em que ela terá que usá-la, e que esse será o seu grande trunfo.

Esse é um livro com uma história realmente única. Gerações de Rainhas matando umas às outras, as próprias irmãs, pela coroa. Personagens tão bem desenvolvidos e apresentados que dificilmente conseguimos realmente odiá-los, não importam suas ações, pois conhecemos a fundo todas as suas intenções e motivações.

Se o final do primeiro livro é surpreendente, o final de “Um Trono Negro” começa com a angústia, seguida pelo desespero e coroada pela tristeza. Três sentimentos que só um grande autor pode inserir no coração de seus leitores. Termino o livro com lágrimas nos olhos, de tristeza e admiração, junto a ansiedade por querer saber o derradeiro destino de nossas Rainhas.

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