Submissa

| 08 abril 2018 |

Evangeline era mais parecida com um anjo do que com alguém comum. Uma jovem que pensava nos pais acima de tudo. Deixava de viver a própria vida para que ambos pudessem receber toda a ajuda possível. Meiga e gentil a todos os momentos, mas que podia virar uma leoa para defender aqueles que amava. Nem mesmo o impiedoso e poderoso Drake Donovan deixaria de notar o tesouro que era aquela mulher.

Após conhecer o único homem que Evangeline achava que deveria se entregar completamente, e ser totalmente humilhada pelo mesmo, ela resolve se vingar, aparecer em sua frente completamente “bem” e “feliz”. Ao ir a famosa e restrita boate Impulse, se exibir na frente de seu ex e mostrar a ele tudo o que estava perdendo, era tudo o que ela tinha em mente. Porém, o dono da boate, Drake Donovan, também não conseguiria tirar os olhos dela, e a desejou desde o primeiro instante. Drake conseguia tudo o que queria. Ele queria Evangeline. Evangeline nunca tinha tido ninguém em sua vida que cuidasse, a mimasse e realizasse cada um de seus desejos, mas agora ela tinha Drake, por mais misterioso e poderoso que ele fosse, isso era tudo o que ela queria. Mas, descobrir a fundo fatos sobre a vida de Drake não era algo que ambos fossem desejar, caso soubessem o que poderia acontecer.

No primeiro livro da série “The Enforces”, a autora, Maya Banks, narra a primeira parte da história de Drake e Evangeline. O casal parte de um princípio muito clichê que encontramos em outros livros do gênero. Uma mocinha pura e ingênua, além de pobre, e um homem rico, poderoso e manipulador. A autora precisava realmente criar um clímax interessante e poderoso para dar ao leitor realmente um motivo para continuar se interessando pela história, e ela foi precisa em alcançar esse feito.

A protagonista pode ser pobre e ingênua, mas também tem uma personalidade um tanto quanto dependente e irrealista quanto se trata de seu amado, não que isso seja algo ruim. A autora criou uma personagem muito coerente, que realmente serve a sua história de forma compreensível. Que outra maneira alguém em sã consciência poderia se entregar de forma tão completa e sem ressalvas nas mãos de um completo desconhecido? Uma das cenas finais, uma cena bem chocante por sinal, nos deixa isso bem claro, o quanto a personagem principal está além de qualquer consciência de certo ou errado quando se trata do homem que mudou completamente sua vida.

Porém, Drake responde da mesma maneira. Todas as suas ressalvas e reservas começam a se quebrar perante o seu anjo. Uma mulher a quem ele queria agradar de todas as formas possíveis. Ele a trata quase como algo sagrado, que não pode ser quebrado, a não ser em um momento de prazer, e pelas suas próprias mãos.

A relação entre os protagonistas foi algo tão angustiante quanto sexy de se ler. Uma relação quase doentia, que parece só ver o seu par, e o prazer que um pode proporcionar ao outro, não importa como e nem quem possa estar envolvido.

O título “Submissa” não trata apenas da personagem principal quando os protagonistas estão vivendo sua relação carnal. Ele trata da dependência de ambos perante aquela relação, sentimentos que cresceram em uma velocidade absurda e tornam ambos reféns do medo de perder um ao outro. Apesar de muito bem escritas, nem o romance, nem as cenas de sexo são os pontos chaves dessa narrativa. Impossível não terminar esse livro impactada com tamanha angustia e aflição que nos são despejados por essa relação nada convencional. Mal posso esperar para também ser assolada por todas as emoções da sequência.

2 comentários:

  1. Olá Jana,na vida "real" , sabemos que relacionamentos como o do casal principal do livro, nunca termina tão bem assim.
    Afinal, não só prazer carnal,sustenta uma relação.
    Bem,mas apesar da história de parecer com muitas outras parecidas,fiquei com vontade de conferir esse amor obsessivo.

    Boa dica!

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  2. Olá Jana! Tenho muito vontade em ler essa série, curto muito a escrita da Maya Banks e essa sua resenha me deixou ainda mais curiosa em conferi essa história.
    Bjs

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