Quase Casados

| 10 junho 2018 |

Após ser abandonada no altar, Zoe decide deixar a Inglaterra para tentar recomeçar e esquecer o homem que foi tudo em sua vida durante sete anos, mas que teve a coragem de não aparecer no dia que deveria ser o mais importante de suas vidas. Nos Estados Unidos, Zoe vai trabalhar como babá dos filhos de Ryan Miller, o pior patrão que ela poderia imaginar ter em sua vida.

Sam e Ruby eram crianças adoráveis (com exceção da hora de dormir), mas o pai era um desastre completo. Um viúvo com dois filhos pequenos que não passava tempo o suficiente com as crianças, não cuidava de seu lar, bebia mais do que deveria e passava seu tempo livre com diferentes mulheres. Zoe jamais imaginou que seu trabalho não consistiria apenas em cuidar das crianças, mas em colocar toda uma casa em ordem, dar amor a crianças carentes de afeto e cuidar de um coração que nunca superou realmente a morte da esposa.

Suspiros, suspiros e suspiros. É disso que se trata esse livro. Que história adorável!

A protagonista viaja para se libertar de um amor que permeou sua vida por tanto tempo e que terminou de forma desastrosa, mas não esperava ter alguém como Ryan como seu patrão. Ryan não precisava fazer nada além de respirar para que os hormônios de Zoe entrassem em erupção. Fosse pelo final desastroso de seu último relacionamento, ou pela beleza estonteante e aquele ar misterioso de Ryan, ela não conseguiu resistir por muito tempo a seus encantos, apesar de já ter percebido o mulherengo que era seu empregador.

Ryan é um personagem muito carismático, apesar de sua atitude agressiva, ou extremamente passiva, em determinados momentos. Ele perdeu a esposa, uma mulher que amava mais do que tudo no mundo, e se viu sozinho, de uma hora para outra, com duas crianças pequenas. Não é difícil compreender sua atitude em relação a mulheres e bebidas. Tentar esquecer a grande fatalidade de sua vida e tentar seguir em frente, da maneira que fosse possível, pelos filhos.

Quando Zoe entra para aquela família, mesmo que apenas como uma babá, é impossível não notar a mudança no comportamento de todos. Nas crianças, tão carentes de atenção, que já sabem o que é a dor da perda e em um homem que parecia se arrastar durante os dias, sem se importar realmente com o amanhã.

Em “Quase Casados”, os personagens são como peças de um quebra-cabeças, todos no lugar certo, no momento certo. Tantos corações feridos ou magoados, necessitando de algo que trouxesse algum alívio para uma dor tão recente, ou para uma que eles sentiam há muito tempo. A autora, Jane Costello, criou uma família que nasceu de uma maneira meio torta, mas que o destino tratou de juntar todos os pontos para criar uma união perfeita.

3 comentários:

  1. Jana!
    Nossa! Ser deixada no altar na hora do casamento deve ser horrível.
    Pelo jeito dá para dar boas risadas.
    Ela parece que é bem submissa, mesmo que não esteja tudo bem por ter de fazer tudo.
    Veleu pela resenha!
    Uma semana cheia de luz e paz!
    “Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade não sei o que fazer comigo.” (Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA JUNHO - 5 GANHADORES
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  2. Como não se apaixonar por um romance como esse?! ❤
    Mais um livro que parece com aqueles filmes da Sessão da Tarde que assim que terminam,nos deixam com uma sensação de leveza.

    Eu gostei muito. E espero ler em breve.

    Bjs.

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  3. Olá Jana! Já li esse livro e amei, romance fofo, emocionante, a Jane Costello escreveu um excelente Chick-lit.
    Bjs

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