Victoria e o Patife

| 10 fevereiro 2019 |

Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
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Lady Victoria não era exatamente um exemplo de dama da sociedade londrina. Ela queria ajustar a vida de todos ao seu redor, implicava com os criados e tinha a audácia de discutir com cavalheiros que usavam o colarinho 5cm abaixo do que era considerado aceitável. Porém, a menina também esperava por um pedido romântico de casamento, assim como um homem de quem ela pudesse cuidar pelo resto de seus dias.

Tudo seria perfeito, se um capitão muito deselegante não surgisse em seu caminho, tentando arruinar seu noivado com um perfeito lorde (por mais que estivesse falido e ela fosse uma herdeira rica) e lhe roubasse beijos que a faziam esquecer até o próprio nome.

Meg Cabot embarcando em romances de época é algo que nem Lady Victoria poderia colocar defeito, e olha que a personagem consegue encontrar problemas até nas melhores situações.

A órfã, após ser despachada pelos próprios tios para ter sua primeira temporada em Londres, mal podia conter a felicidade de já ter ficado noiva, no navio, sem nem ao menos ter desembarcado. Claro que seu noivado relâmpago se deve muito mais ao fato do irritante capitão estar perto na hora do pedido do que pelo noivo em si.

Victoria certamente pode cuidar da vida de muitas pessoas, menos da dela própria. O capitão Jacob pode ser um homem insuportável (apenas do ponto de vista da personagem, é claro), porém, ele é o responsável por tirá-la de muitas enrascadas, de encorajá-la e fazê-la perceber o que realmente importa em um relacionamento, o que deve haver entre um homem e uma mulher para que eles decidam passar a vida juntos.

Se esse livro é um "Orgulho e Preconceito" para adolescentes, posso afirmar que existe muito orgulho da parte da protagonista, mas isso não a torna uma personagem chata (pelo menos para quem está lendo, sua família teria uma opinião muito diferente), ela cria situações tão absurdas, para sua própria vida, que é impossível não se divertir com seus atos e sua confusão de sentimentos por estar se apaixonando por um homem que ela considera contrário a tudo aquilo que ela acredita ser ideal para uma vida feliz.

"Victoria e o Patife" é uma faceta da autora que eu nunca imaginei ler, mas amei conhecer. Um romance de época divertido, com toques de rebeldia, e um casal que não poderia ser mais perfeito. Um final que me deixou com muita vontade de "quero mais", mas também tão perfeito quanto tudo o que a protagonista deseja para a sua vida.

2 comentários:

  1. Olá Jana! Esse livro já está na minha lista de leitura faz tempo, curto muito a escrita dessa autora e adoro um romance de época, essa resenha agora me deixou ainda mais curiosa em conferi essa história que parece bem divertida.
    Bjs

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  2. Gosto de livros divertidos,e histórias juvenis.
    Para momentos tensos,nada melhor!
    Ainda não tinha lido nada da autora, aliás não me lembro,mas sei que muitas pessoas adoram a sua escrita.
    Sem contar essa personagem que parece ser divertida e rabugenta. :D

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