Centelha

| 17 março 2019 |

Editora: Geração Jovem
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Livro anterior: Brilho

As garotas retornaram a Empyrean, mas nada seria como antes. Sem nenhum adulto a bordo, os jovens têm o dever de manter a nave funcionando, permanecerem unidos e sem conflitos. Porém, Kieran é um líder tão falho quanto Seth era, e Waverly sabia que ele estava seguindo pelo mesmo caminho tortuoso, egoísta e sombrio daquela outra nave. A que havia a violentado de tantas maneiras.

Seth consegue fugir de sua prisão, não fazia ideia de como, mas não perderia aquela oportunidade, principalmente quando ele sabia que havia um inimigo à solta na nave, com intensões obscuras, mas que não poderiam ser boas para nenhum dos sobreviventes.

Kieran, com sede pelo poder recém adquirido, não aceitava ouvir nada, nem a ninguém. Sua prioridade nem parecia mais resgatar os pais presos nas mãos de Anne Mather, e isso começava a fazer com que sua autoridade perante as outras crianças começasse a vacilar, oportunidade aproveitada por Waverly, que não poderia ficar de fora das decisões, principalmente depois de ter visto tamanha atrocidade em uma nave que havia tomado tanto dela e de todas as garotas que foram sequestradas.

Não achei que fosse possível ficar ainda mais revoltada do que fiquei lendo o primeiro livro, mas a autora, Amy Kathleen Ryan, não ficou satisfeita em fazer os protagonistas sofrerem tanto no primeiro livro da série e elevou a palavra sofrimento a outro nível.

É muito revoltante acompanhar muitas das provações pelas quais os personagens principais são submetidos. São tantas injustiças, uma luta cega e egoísta pelo poder, que todos os personagens mudaram imensamente desde "Brilho", mas não de uma forma positiva. Tive vontade de chorar em muitas cenas, muito mais de raiva do que de tristeza, porque foi cruel acompanhar tantos personagens lutando pelos seus objetivos, lutando pelo o que eles achavam que era certo, mas de formas completamente erradas, violentas, autoritárias ou cruéis.

No trio principal da narrativa não restam mocinhos realmente. Claro que Anne Mather, comandante da New Horizon, continua sendo a pior, mais perversa e manipuladora personagem apresentada, mas não é possível ver os protagonistas com os mesmos olhos do primeiro livro, o que torna tudo tão genial e incrível.

Eles são tão falhos, tão humanos, cometendo erros atrás de erros pela sua juventude, decisões impulsivas ou por acharem que tudo aquilo que eles pensam seja o certo. Não temos realmente ninguém para escolher para comandar a Empire de forma justa, o que é fenomenal, quando sabemos que os três formariam um time incrível, caso não quisessem se matar a cada momento.

Em todo o livro, os protagonistas lutam contra uma ameaça quase invisível, até terem que realmente voltar a lidar com o seu pior inimigo, alguém muito mais preparado e experiente, momento em que minha raiva foi a níveis extremos. Sabe aqueles personagens que é impossível não odiar? Anne Mather se supera a cada livro. Quando Waverly tem em sua mente pensamentos terríveis do que poderia acontecer com a pastora, é impossível não concordar com ela.

A mulher representa exatamente o pior tipo de vilão, aquele que nunca coloca todas as cartas na mesa, lhe dá um sorriso enquanto lhe esfaqueia pelas costas. Não se importa com a opinião alheia, mas faz questão de manipular todos ao seu redor para que seus objetivos sejam bem-sucedidos. Se é possível detestar um personagem com todas as suas forças, Anne Mather é o alvo perfeito.

O final de "Centelha" acabou com todas as minhas estruturas. Estou até agora como os personagens, no espaço, sem ter uma terra firme para colocar meus pés. Estou completamente apaixonada por essa autora. Uma história que me despertou emoções fascinantes, e me deixou enlouquecida para saber o final de algo tão surpreendente.

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