Luz da Manhã

| 14 março 2019 |

Autora: Anne Marck
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Gabrielle nunca imaginou se apaixonar novamente. Depois de um casamento traumático, que terminou em meio a uma tragédia, ela era muito protetora e incentivadora dos relacionamentos de suas amigas, mas esquecia que ela também tinha um coração, que também podia se apaixonar, e jamais imaginaria estar tão despreparada para isso.

Quando Max se muda para o seu prédio, ela (como qualquer outra mulher) se sentiria atraída por um homem tão formidável, porém, a grande surpresa, foi se apaixonar pelo brinde que vinha junto no pacote: sua filha, Ana Carolina.

Apaixonante e encantadora, duas palavras que definem muito bem essa história. Max é um homem separado, ganha a vida salvando a vida de outras pessoas e ama a filha incondicionalmente. A ex-mulher nunca se importou com a criança, era uma viciada em drogas, mas, querendo tirar mais dinheiro de seu ex-marido, estava lutando pela guarda da filha na justiça. Max faria de tudo para que sua filha jamais tivesse que conviver com uma mãe tão relapsa que dirigia bêbada a ponto de causar um acidente que fez a própria filha perder uma das pernas.

Apesar da deficiência, Ana Carolina é uma criança muito esperta e convincente. Tão doce a ponto de todos aqueles ao seu redor fazerem o que ela deseja. Seu único ponto fraco é a escola, um lugar onde ela sofre por ser diferente, não que Gabrielle vá deixar isso barato.

Seu instinto protetor com a criança é comovente. Não existe nenhum laço de sangue que possa ser mais forte do que uma mulher realmente amar alguém como se fosse sua própria filha. A relação entre Gabi e Ana realmente emociona. Não é Max quem as une, a filha e a namorada, é um amor próprio, real, que nem mesmo a separação poderia destruir.

Max e Gabrielle, juntos, são arrasadores. Uma paixão incrível entre um pai fantástico, profissional exemplar e uma mulher que realmente não queria mais um homem definitivamente em sua vida, lutava pelas pessoas que considerava queridas e não media as consequências de seus atos, fazia o que achava ser certo, mesmo que fosse jogar algo na cabeça do chefe, por exemplo.

Tão maravilhoso quanto os livros da trilogia "Protetores", "Luz da Manhã" é uma obra repleta de amor, companheirismo e perdão. Dois personagens que se culpam por erros que não cometeram, mas que acham que poderiam ter evitado grandes tragédias. Eles realmente precisavam encontrar um ao outro, para finalmente conhecerem a felicidade em se ter uma família.

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