O Bom Partido

| 19 maio 2019 |

Editora: Essência
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"Orgulho e Preconceito" é um clássico incrível, mas algumas releituras também conseguem fazer com que a gente se apaixone pelos menos personagens, mas de uma forma repaginada.

Temos aqui uma releitura muito moderna da obra de Jane Austen. Liz trabalha como jornalista em uma revista feminina, está à beira dos 40 anos e ainda não encontrou alguém com quem dividir sua vida - não que ela esteja procurando. Jane, com idade bem próxima a irmã, sonha em ter um filho, por isso está fazendo um tratamento para ter a criança de forma independente.

Quando elas voltam para sua cidade natal, após o pai sofrer um infarto e estar em processo de recuperação, lá elas conhecem Chip Bingley, um médico que havia acabado de se mudar para a cidade e era muito conhecido, mas não pela sua profissão. Após participar do famosos reality "O Bom Partido", um show onde ele deveria escolher sua futura esposa (mas ele desistiu de escolher alguém no final), ele era conhecido em todo o país.

Seu melhor amigo, Fitzwilliam Darcy, era um médico fabuloso, conhecido e respeitado em sua área, mas o que lhe sobrava em conhecimento médico, faltava em destreza para lidar com pessoas. Liz, ao ouvir uma conversa dos amigos sobre as pessoas daquela pequena cidade, se sentiu ultrajada e começou a desenvolver uma raiva incontrolável do bem-sucedido médico.

Seguindo a mesma linha da trama original, ou ao menos os mesmos casais, achei incrível como a autora, Curtis Sittenfeld, encontrou maneiras de criar os mesmos conflitos de "Orgulho e Preconceito", mas justificando com situações que seriam completamente plausíveis nos dias de hoje.

Jane começando seu relacionamento lindo e romântico com Chip, mas se descobrindo grávida no único momento em que ela não gostaria que isso tivesse acontecido. Liz sentindo uma atração física incontrolável por Darcy, a qual eles não precisavam controlar, afinal de contas, a obra se passa nos dias atuais, mas mantendo sua antipatia pelo personagem. Foi tudo muito bem pensado para que fosse uma narrativa única, mas que nunca se desviasse totalmente da obra original.

Para ser uma releitura digna, não poderia faltar as demais irmãs Bennet, além da mãe enlouquecida para ver as filhas arrumando bons casamentos. Devo dizer que a senhora Bennet teve que sofrer muito mais nessa versão, onde as filhas nasceram em uma época em que as mulheres são totalmente independentes, donas de seus atos e escolhas, o que trouxe muito mais tensão para uma mãe com uma mente tão retrograda como ela.

Amo Darcy e Liz, em todas as suas versões, e foi incrível vê-los em nossa época, dando vazão aos seus desejos, mesmo tentando, de todas as maneiras, que aquela relação não passasse de algo meramente físico. Suas personalidades, já tão conhecidas, foram retratadas com fidelidade, criando uma história já bem conhecida, mas também singular.

"O Bom Partido" é um romance imperdível! Para quem leu ou não o original, essa história vai te levar a conhecer personagens e situações que não vão sair da sua mente tão cedo.

Um comentário:

  1. Oiiii!

    Não li a história original, mas assisti o filme. Sei que não é a mesma coisa,mas me deu uma noção de como é a história.
    E que história!!! 🥰

    Bem,eu achei incrível trazer para os dias atuais uma história clássica.

    De verdade, gostei da dica!

    Pretendo ler. :)

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