Deadpool 2

| 27 maio 2018 | 2 comentários:

Depois de um primeiro filme tão espetacular, “Deadpool 2” chega aos cinemas com uma missão ainda mais complexa: trazer para a continuação um filme com as características que impactaram no primeiro e entregar aos fãs um filme com ainda mais ação e zoação. Diria que eles cumpriram bem todos esses requisitos.

Mesmo com uma grande tragédia na vida do protagonista no começo do filme, nenhuma cena consegue realmente ser levada a sério. Estamos falando de um personagem sarcástico, presunçoso, que acha que tem a alma de um herói, mas não passa de um assassino a sangue frio. Deadpool não foi realmente um herói no primeiro filme, tenta ser nesse, mas acaba que todas as suas escolhas o levam para caminhos que só vão resultar em cagadas e muitas gargalhadas.

Cable, o “vilão” do filme, veio do futuro para matar um garoto que, em seu presente, seria um grande assassino, que tinha inclusive matado sua família. O garoto é um mutante que controla o fogo, e a missão que Deadpool acredita ter é a de salvá-lo a qualquer custo. Mesmo que tenha que pedir ajuda aos X-Men, ou criar sua própria X-Force, matar a maior parte da equipe logo no começo da missão e não sentir um pingo de remorso por isso.

É bem claro o porquê de o personagem não fazer parte de todos os universos que se encontram nos filmes “Os Vingadores”. Deadpool é pura diversão e sarcasmo, apesar de não ser algo para crianças. Vamos muito além de simples referências, mas tiração de sarro explicitas de outros filmes ou personagens. Até o próprio ator entra na história em alguns momentos.

Fica bem claro ao assistir essa sequência os motivos da dificuldade para definir a classificação do filme, que por algum tempo foi de 18 anos. Não houve nenhum tipo de censura no que se refere a cortes, sangue, amputações, tiros, palavrões e insinuações sexuais, principalmente por parte do protagonista. Quem conhece o personagem sabe que encontrará exatamente isso em todo o longa e vai se divertir imensamente em cada uma dessas cenas. É possível esquecer o quanto são fortes, quando se tornam tão hilárias.

As cenas pós-créditos são para fechar com chave de diamante um filme já tão bem escrito e surpreendente. Uma dor de barriga será pouco pelo o quanto é possível rir com essa sequência. Os créditos vão continuar passando e até lágrimas vão escorrer de tanto é que possível gargalhar com o real desfecho.

“Deadpool 2” não só é melhor que o primeiro, mas nos leva a querer muitos outros filmes com esse personagem único. Não pisque durante o filme, principalmente na mansão do professor Xavier e nas cenas pós-créditos, e aproveite momentos de muita ação e gargalhadas. Se a divulgação foi incrível, tudo aquilo foi só a pontinha do iceberg genial que é esse filme.
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O Canto Mais Escuro da Floresta

| 25 maio 2018 | 3 comentários:

Um príncipe preso em um caixão de vidro. Fadas roubando crianças de seus pais. Dois irmãos que enfrentavam monstros e desejavam salvar o mundo. Uma história incrível em um mundo de fantasia onde estereótipos são totalmente quebrados e tudo é possível.

Holly Black não é apenas uma autora fantástica. Ela consegue, em apenas um livro, criar histórias mirabolantes, com seres e personagens surpreendentes. Dessa vez, o cenário é uma cidade onde folclores são reais, as pessoas estão acostumadas a viver em meio as fadas e sabem que o monstro da floresta é real. Um príncipe vive há gerações preso em um caixão de vidro, onde é visitado por todos. O dia em que o caixão é quebrado e o príncipe desaparece, pessoas começam a ser atacadas pelo monstro, e apenas um cavaleiro com sua espada poderia salvá-los.

Amo como a autora construiu sua história, se desvencilhando de muitos estereótipos para nos surpreender. Hazel, a protagonista, sempre sonhou em ser um cavaleiro. Junto com o seu irmão, eles passaram a infância caçando monstros, porém, era ela que empunhava a espada e os vencia. O irmão tinha o dom da música. Ele usava as notas de forma surpreendente, manipulando aquilo que estava ao seu redor. Quando esse poder fica fora de controle, Hazel e o irmão param de caçar, resolvem viver uma vida “normal”, mesmo que naquela cidade isso não seja possível.

Temos quatro personagens principais que são apresentados de uma determinada forma e nos surpreendem no decorrer da história. Hazel beija qualquer garoto que aparece em sua frente, mas na verdade tem a coragem e habilidade de um bravo guerreiro. Seria de se pensar que o príncipe, aquele que por tanto tempo Hazel observou através do vidro, seria seu par romântico nessa história, mas as páginas seguem bem longe desse caminho. Ben, irmão de Hazel, é um garoto sensível, alguém que jamais empunharia uma espada, mas que tem a capacidade de amar e ser amado, como nem ele mesmo imaginaria. Por fim, para fechar o quarteto, temos Jack. Ele não é humano, mas foi criado como se fosse, apesar de todos saberem de sua origem. Ele age como um humano, mas suas origens aparecem nos momentos mais críticos, nos lembrando do quanto ele pode ser perigoso.

É impossível amar fantasia e não se apaixonar por esse livro. Personagens característicos de histórias fantásticas e medievais, mas nos tempos atuais, e que provam que podem agir da forma como quiserem e ser quem eles quiserem, e não como que é imposto por aqueles que estão ao seu redor. A donzela não precisa ser indefesa, o príncipe não precisa salvar a todos e o monstro pode ter sido a vítima de um passado cruel.

“O Canto Mais Escuro da Floresta” é a mistura perfeita entre um livro adolescente e uma narrativa fantástica. Problemas do cotidiano, preconceito, autoritarismo, mesclados com espadas e feitiços, para nos encantar e prender da primeira à última página. Esqueça tudo o que você já leu e o tipo de personagens que você já encontrou em histórias com esse tema. Nesse livro, o leitor é surpreendido a todo momento, porque uma garotinha pode ser um cavaleiro, o irmão pode amar o príncipe e o amor pode estar mais perto do que você imagina.
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A Escola do Bem e do Mal

| 23 maio 2018 | 2 comentários:

Viver seu próprio conto de fadas pode ser um sonho ou um pesadelo. Ser raptada de seu lar e entrar em uma escola onde o bem o e mal nunca estiveram tão bem delimitados pode ser assustador ou revelador. Enfrentar esse mundo e tentar mudar suas regras pode ser a única saída para um final realmente feliz.

Ás vezes, começamos um livro não muito animados com aquela história e terminamos completamente apaixonados pelo universo desenvolvido por um autor genial. Soman Chainani não fez apenas uma releitura de um conto de fadas, mas recriou todo um universo de príncipes e princesas, bruxas e vilões, bem e mal, de forma como nunca antes vista.

No primeiro livro da série, somos apresentados a Agatha e Sophie, duas meninas tão opostas quanto possível. Sophie quer ser perfeita, doce e bondosa, como uma verdadeira princesa. Agatha, não tão bela e sociável, só quer ser deixada em paz, em seu canto, vivendo sua vida solitária. Uma amizade totalmente improvável, mas sincera, leva as duas a uma aventura ansiada por Sophie e que amedronta Agatha.

A cada quatro anos, o diretor da escola escolhe duas crianças do vilarejo para estudar na Escola do Bem e do Mal. Essas crianças são tiradas de suas famílias para aprenderem a se portar conforme sua escola e, no futuro, viverem o seu próprio conto. Nada poderia espantar mais Agatha e Sophie, exceto que ambas são escolhidas, mas para escolas completamente diferentes do que qualquer um poderia imaginar. Enquanto a linda Sophie é despejada na Escola do Mal, a raivosa Agatha é destinada a treinar para ser uma verdadeira princesa. Achando que foram trocadas, Sophie vai tentar de tudo para que esse erro seja corrigido, enquanto tudo o que Agatha deseja é que ela e sua amiga possam voltar para casa.

Amei conhecer duas protagonistas psicologicamente tão bem desenvolvidas. O autor soube como conduzir as personagens durante o livro para que elas realmente se conhecessem, entendessem suas reais ambições e motivações, evoluíssem até se encontrarem no lugar em que estavam, quem elas realmente queriam ser.

O bem e o mal, aqui aparentemente tão bem dividido entre as escolas, pode ir muito além de vilões e heróis, certo e errado. É incrível ver que amizade pode ser mais forte que qualquer outro sentimento, mesmo que sua índole não seja tão boa, suas escolhas definem quais sentimentos podem se sobressair. Mesmo alguém que deseja ser boa, quando contrariada, quando perde tudo aquilo que mais desejou, pode se tornar a pior das vilãs, escolher ferir e magoar, mesmo que seja com intenções não tão cruéis assim.

Nessa história de contos de fadas temos princesas, bruxas e, é claro, príncipes. O mais importante da narrativa, Tedros, nos é apresentado como um modelo tão clássico do personagem que só faltou o cavalo branco para estar completo. Porém, mesmo o príncipe não é tão perfeito assim. Filho do famoso Rei Arthur, teme o amor de contos de fadas, pois o final de seu pai, devido a um certo cavaleiro, não teve um final tão feliz assim.

Tedros é um príncipe desprezado pela princesa e objeto de desejo da bruxa, que deseja reinar ao seu lado. Agatha acredita que se Sophie ficar com Tedros, elas conseguirão voltar para casa, ao provarem que não existe realmente só o mal na escola de vilões. Ao mesmo tempo, Agatha não encontrará seu príncipe, provando que não existe só bem para as princesas. Porém, o principal foco da narrativa é provar que não importa suas ambições ou desejos, o que importa é o que cada pessoa realmente carrega no fundo do coração. Você não consegue esconder eternamente a sua verdadeira essência, por mais que deseje algo que está do outro lado, fora de seu alcance.

“A Escola do Bem e do Mal” é um conto de fadas incrível e original. Uma escola para príncipes, princesas, bruxas e vilões que ensina muito além de criar um personagem para sua própria história. Os amantes de fantasia e histórias clássicas vão amar essa narrativa e se deliciar com tantos personagens que você se lembrará de ter visto em algum lugar. Incrível e encantador. Mal posso esperar começar o próximo livro para continuar em busca do meu “E viveram felizes para sempre”.
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Uma pitada de amor

| 21 maio 2018 | 2 comentários:

Um reality show de culinária. O sonho de abrir uma pequena delicatessen. Um jurado sexy e arrebatador. Tantas emoções juntas, em meio a uma competição. Zoe teria que superar todos os seus receios para ficar até o fim, inclusive o receio de se apaixonar.

Quem nunca assistiu um reality show de culinária? Acredito que seja impossível alguém que nunca tenha se aventurado em acompanhar um desses programas, mas o que será que rola nos bastidores? Amizades, armações, chantagens, histórias de amor? Na vida real, nós não sabemos, mas, nesse livro, as emoções estão a flor da pele.

Zoe se inscreveu para participar do programa pois sua meta era ganhar o dinheiro do prêmio e abrir sua própria delicatessen. A protagonista é uma pessoa muito solidária, quer ajudar a todos a todo momento, inclusive é dessa forma que ela conhece Gideon, um dos jurados do programa, mesmo antes da apresentação oficial.

Gideon era um nome muito bem-sucedido no mundo da culinária. Ele estava sendo visto como o terror dos concorrentes e fez jus a sua fama. Apesar de sua arrogância e falta de delicadeza com as palavras, ele também tinha um lado doce, que só conhecia aqueles que tinham a chance de conhecê-lo de perto, como foi o caso de Zoe. Porém, ela era uma concorrente. Ele um jurado. Apesar da atração, um relacionamento poderia colocar em risco a credibilidade do programa e as carreiras de ambos.

Nada como um "amor proibido" para nos fazer curtir uma linda história. Encontramos nessa obra uma protagonista que corre atrás de seu sonho com todas as suas forças, mas não consegue deixar de ajudar quem precisa, nem fazer seu coração parar de bater tão forte, mesmo que essas coisas possam colocar suas chances em risco.

Por outro lado, Gideon parece pronto para embarcar de cabeça naquele relacionamento, não se importando tanto assim com o que possa acontecer, principalmente com um programa do qual ele nem queria fazer parte. Mas Zoe já era importante, parte de sua vida, e ele não iria magoá-la se fosse possível.

Foi interessante acompanhar a história dos protagonistas, assim como a gravação da competição em si. Personagens muito interessantes foram criados para compor essa equipe, alguns adoráveis, outros perversos, mas cada um bem colocado para criar um clima perfeito entre competição e romance.

Ficamos nos questionando, assim como a protagonista, se seu relacionamento com um dos jurados poderia de alguma forma estar influenciando nos resultados das provas. Zoe queria muito vencer, mas por mérito próprio, e não por conta de um relacionamento que ela nem sabia se iria além das gravações. O final surpreende nesse quesito. Quando a competição se afunila, e tudo parece bem obvio para o final, somos surpreendidos por uma resolução perfeita para todos os conflitos que a autora, Katie Fforde, criou para conduzir sua história.

"Uma Pitada de Amor" vai muito além de uma pitada desse sentimento. O amor entre um homem e uma mulher, por um sonho, por cozinhar, pela família e muitos outros tipos de amor são desenvolvidos nesse livro singelo e encantador. Você termina o livro com muita vontade de cozinhar... e de amar.
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Um reino de sonhos

| 19 maio 2018 | 4 comentários:

Jennifer Merrick é uma mulher fora de seu tempo. Sendo uma Condessa do século XV na Escócia, a mesma vive em um convento junto com sua meia irmã Brenna. Afinal suas ações e pensamentos não condizem com os costumes da época e seu pai a enviou para lá com a esperança de que aprendesse os modos.

Royce Westmoreland, conhecido como Lobo Negro, é um terrível guerreiro que foi enviado da Inglaterra pelo próprio Rei para conquistar a Escócia. Todos conhecem sua fama, o mesmo não tem piedade de seus inimigos, com ele sempre vem fogo, morte e destruição.

A vida dos dois se entrelaçam no dia que Jennifer e Brenna são sequestradas da Abadia pelos homens do Lobo. Afinal as mesmas são filhas do Senhor de Merrick e segundo os boatos o local será o primeiro a ser atacado. Porém ninguém espera uma refém como Jennifer Merrick, muito menos Royce. Em seu primeiro contato com o Lobo, Jennifer o ataca e não demonstra possuir nenhum medo do homem diante dela. Royce fica abismado diante da coragem da jovem e até encantado, afinal nenhum homem nunca o enfrentou daquele jeito, muito menos uma mulher.

Jennifer é muito esperta e inteligente. Uma das melhores sequencias do livro é o seu plano de fuga do acampamento do Lobo. Seu plano é simples e eficaz. O que é surpreendente e muito bom. Será que ela consegue fugir do Lobo?

Com a convivência Jennifer começa a reparar que Royce não é tudo o que falam do Lobo. Afinal ele é um homem que está a serviço de seu Rei e que muitas vezes evita o conflito através do uso do medo que seu nome trás. Royce está cansado das guerras, pois viveu uma vida inteira delas. Também está cansado como homens e mulheres o enxergam, sempre como se o mesmo fosse um monstro. Mas no momento em que uma bonita e falante jovem escocesa o começa a enxergar como ele realmente é, Royce não consegue fugir de se apaixonar.

Mas a Inglaterra e a Escócia estão em guerra. Royce foi enviado pelo Rei da Inglaterra para atacar e o alvo é Merrick, casa de Jennifer. Como é possível o relacionamento dos dois darem certo?

É possível compreender que ambos, Royce e Jennifer, procuram um local onde serão reconhecidos como realmente são: Pessoas com sonhos de prosperidade e amor. Royce é conhecido por sua fama de Lobo, como um ser monstruoso, mas deseja paz e felicidade. Jennifer é conhecida em Merrick, como uma pessoa ruim, devido aos boatos de seu meio irmão que não gostava da afeição das pessoas de Merrick a jovem. Nem o pai de Jennifer a considerava adequadamente, pois não concordava com seus modos avançados.

Mesmo em um encontro inusitado e com gênios tão fortes, Royce e Jennifer completam um ao outro. Porém as dificuldades desse relacionamento vão além dos dois. Uma guerra entre países e o constante desejo de vingança das pessoas atingidas por ela. Para terminar esse ciclo, alguém precisa cortar essa corrente, só assim o amor irá prevalecer.
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Um Verão na Itália

| 17 maio 2018 | 2 comentários:

Uma jovem roteirista buscando encontrar seu lugar no mundo. Um ator de sucesso tentando se esconder dos holofotes. Destinos que se cruzaram há muito tempo, deixando em Cesca um ódio imensurável por aquele ator que arruinou sua carreira. Sam mal se lembrava da roteirista promissora que cruzou um dia sua vida em um de seus piores momentos, e mal sabia o estrago que havia feito em sua vida.

Cesca era uma roteirista promissora. Seu primeiro trabalho foi imensamente elogiado, todos admiravam seu talento e sabiam que ela iria longe em sua carreira. Tudo seria perfeito, se o ator principal, Sam, não desaparecesse antes da estreia, consequentemente, cancelando o espetáculo e todos os sonhos de Cesca, que nunca mais conseguiu escrever sequer uma linha. Anos depois, ela não parava em um emprego e era infeliz em todos eles, quando seu tio lhe arranja uma vaga para cuidar de uma bela casa na Itália, onde ela poderia descansar, espairecer e tentar voltar a colocar algo no papel. O que ela não esperava é que a casa pertencesse a família de Sam, e que o próprio também precisasse de um refúgio naquele momento.

Sam queria novos papeis, novas oportunidades. Apesar de ser um ator mundialmente famoso, ele desejava novos desafios em sua carreira, mas isso não envolvia um escândalo com uma mulher casada. Por nunca ter desejado esse tipo de exposição, Sam resolve se esconder em uma propriedade da família, isolada do mundo, onde ele poderia tentar colocar sua cabeça em ordem. Sam apenas não esperava encontrar no lugar dos caseiros habituais uma jovem que parecia odiá-lo com todas as suas forças.

O primeiro livro da série "As irmãs Shakespeare" nos apresenta uma irmã que perdeu os seus sonhos quando nova e não conseguiu se reerguer. Ela tinha medo, pavor, de tentar novamente e por essa razão culpava aquele que destruiu por completo sua primeira grande realização.

Amei como a autora, Carrie Elks, criou uma personagem tão amedrontada com a própria vida, com as possibilidades, mas que reage de forma agressiva para se defender, em vez de se esconder. Alguém que escolheu um objeto, nesse caso Sam, para ser o responsável por tudo que deu errado em sua vida. O quanto podia ser fácil odiar alguém, culpá-lo por todas as tristezas, ao invés de levantar a cabeça e seguir em frente.

O quão interessante é ver Cesca realmente crescer, olhar para trás e perceber o quanto ela perdeu por passar o seu tempo culpando Sam pelo seu fracasso, quando podia ter se levantado e começado novamente, fazendo aquilo que ela amava.

Sam foi realmente alguém muito forte por aguentar tantos dias o gênio de Cesca e seu ódio "parcialmente justificado". Aquela situação pode ter sido complicada, mas também era uma distração dos seus próprios problemas, principalmente quando essa distração era alguém tão atraente e desafiadora, principalmente nos momentos em que a paz reinava entre ambos.

Não temos aqui uma relação de amor e ódio totalmente injustificada. A protagonista nutria um ódio por uma situação que foi transferido para a figura de Sam. Quando ela começa a entender esse fato, começa a ver o ator com outros olhos e sua criatividade parece desabrochar de uma só vez, trazendo tudo o que havia ficado trancado dentro de si por tantos anos.

"Um verão na Itália" é uma narrativa sobre como as pessoas podem se esconder perante uma decepção, o quanto elas podem criar subterfúgios para não tentar novamente. O quanto uma oportunidade pode mudar a sua vida, e te fazer ver o que aconteceu sob uma nova perspectiva. Sam e Cesca não vivem apenas um romance, mas uma história de superação e autoconhecimento.
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Easy

| 15 maio 2018 | Um comentário:


Autora: Tammara Webber
Editora: Verus
Páginas: 305
Gênero: Romance

Sinopse: Quando Jacqueline segue o namorado de longa data para a faculdade que ele escolheu, a última coisa que ela espera é levar um fora no segundo ano. Depois de duas semanas em estado de choque, ela acorda para sua nova realidade - ela está solteira, frequentando uma universidade que nunca quis, ignorada por seu antigo círculo de amigos e, pela primeira vez na vida, quase repetindo em uma matéria. Ao sair de uma festa sozinha, Jacqueline é atacada por um colega de seu ex. Salva por um cara lindo e misterioso que parece estar no lugar certo na hora certa, ela só quer esquecer aquela noite - mas Lucas, o cara que a ajudou, agora parece estar em todos os lugares. A atração entre eles é intensa. No entanto, os segredos que Lucas esconde ameaçam separá-los. Mas eles vão ter de descobrir que somente juntos podem lutar contra a dor e a culpa, enfrentar a verdade - e encontrar o poder inesperado do amor.

Indicado para quem gosta das obras:
- Meu Romeu, de Leisa Rayven
- Meu Querido Meio-Irmão, de Penelope Ward
- Paixão sem limites, de Abbi Glines

Frases marcantes:

“Envolvida e invisível entre milhares de alunos naquele campus enorme, fiquei abismada com o fato de que, por algum motivo, ele fez mais do que podia para me ajudar. Por alguma razão, eu era importante para ele.” Página 80

“Seria por isso que ele me queria? Pelo fato de eu ser o fruto proibido? Eu mostraria a ele quem era proibido.” Página 114

“Não entendi o que havia acontecido anteriormente, por que ele me forçava a fazê-lo parar ou por que se mantinha distante de todos, distante de mim, mas eu queria entender.” Página 209
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A Duquesa

| 13 maio 2018 | 4 comentários:

Em uma sociedade totalmente machista, em uma época em que mulheres não poderiam herdar terras, fortunas ou títulos, Angélique, antes a importante filha de um Duque, se viu sozinha no mundo após a morte de seu amado pai. Sua nova vida começou sendo obrigada a trabalhar como babá para uma família importante, porém, após esse episódio, ela não tinha referências para encontrar outro trabalho, ou alguém que a amparasse. Conhecer uma mulher que vendia seu próprio corpo lhe abriria as portas de um mundo que ela nunca pensou em fazer parte, mas que poderia ser a única oportunidade em sua vida.

A autora, Danielle Steel, não poupou a protagonista em nenhum momento. Foi realmente complicado ver a história de alguém que tinha tudo na vida e ir perdendo cada uma de suas oportunidades e sonhos. É como se Angélique estivesse destinada ao sofrimento, como se cada pequena realização fosse arrancada dela em algum momento.

O pai, um homem honrado, que realmente a amou, deixou para a filha, em segredo, uma pequena fortuna, que Angélique temia usar, para não ficar sem nada no futuro. Trabalhar em uma casa de família, principalmente com crianças que ela aprendeu a amar, teria sido ótimo, se os patrões não fossem desprezíveis, e os convidados não tentassem abusar de uma jovem e bela babá.

Ter um bordel não estava em seus planos, mas foi a única maneira que ela encontrou de ter uma fonte de renda. Apesar de nunca aceitar nenhum cliente, apenas dirigir seu negócio, ela nunca mais seria considerada uma mulher realmente honrada perante a sociedade.

Essa obra traz uma personagem realmente abandonada pela vida. Apesar do dinheiro que o pai lhe deixou, não foi fácil em nenhum momento. Ela teve que batalhar, lutar e sofrer, pois era apenas uma mulher, em uma sociedade em que as mesmas eram quase que obrigadas a dependerem de um homem para sobreviverem e serem vistas com bons olhos.

Angélique nasceu para ser uma duquesa, mas demorou para encontrar um pouco de felicidade. Esse livro traz uma protagonista independente, apesar de ter sido forçada a isso. Por essa razão, o livro não é um romance no sentido romântico da palavra. É um livro sobre superação, sobrevivência e luta. Sobre passar por todas as atribulações e, apesar de titubear, sempre seguir em frente. Angélique tem que se reerguer constantemente para seguir em frente nessa narrativa.

“A Duquesa” é uma obra sobre uma jovem forte e determinada, que amava seu pai mais do que tudo no mundo, mas que encontra a sua maneira de continuar com sua vida, quando muitos desistiriam de sequer tentar. É complicado acompanhar uma história tão triste, aparentemente sem chances de um futuro promissor, por grande parte do livro. Ao mesmo tempo, também foi incrível conhecer uma mulher tão forte e corajosa, uma menina obrigada a crescer por conta dos percalços da vida.
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