Ombro Amigo

| 27 fevereiro 2020 | Nenhum comentário:

Ele estuda para ser um cientista. Ela é uma estudante de contabilidade, mas que sonha em trabalhar com publicidade. Enquanto Gu Weiyi vê o mundo de uma maneira muito lógica e não leva nenhum jeito para lidar com o amor, Situ Mo está disposta a jogar anos de estudos para o alto, apenas para seguir os seus sonhos. Duas personalidades tão diferentes, mas que poderiam se complementar como nenhuma outra.

Para ficar mais próxima ao trabalho, Situ Mo aceita a oferta de sua mãe de viver um tempo na casa de uma amiga, que estava desocupada, até o filho dessa amiga aparecer. Gu Weiyi não imaginava o desafio que seria viver com Situ Mo. Sua desorganização, ou gostos estranhos para comidas, não chegariam nem perto dos sentimentos inéditos que surgiriam em seu coração.

Poxa, mais um dorama onde os mocinhos, com personalidades completamente opostas, acabam indo morar juntos? SIM!!! E mais uma vez o dorama é apaixonante? SIM!!! E SIM milhares de vezes.

Quem não curte um bom clichê, que jogue a primeira pedra, mas, mesmo com pontos de partida tão semelhantes, cada uma dessas histórias consegue ser única, a sua maneira.

No caso de "Ombro Amigo", o personagem masculino principal é bem diferente do que encontramos em outros doramas. Estamos bem acostumadas a personagens quase bad boys, com personalidades fortes e bem seguros de si. Aqui, temos o fofo e meigo Gu Weiyi.

Ele é muito diferente de outros personagens, mas tão apaixonante quanto. Sua mente tão lógica, às vezes o coloca em situações hilárias, principalmente se tratando de sentimentos, de amor. Por mais que ele conhecesse os seus sentimentos, por mais que já tivesse entendido a sua paixão por Situ Mo, era muito complicado trazer para a vida real algo que ele não pudesse levar para o laboratório e fazer uma minuciosa análise.

Sua fofura e companheirismos são encantadoras. Quando ele finalmente consegue o seu objetivo, ou, o seu grande amor, isso não significa que está tudo resolvido em sua vida. Mesmo uma cena, pouco comum em doramas, como os protagonistas tentando aprofundar o relacionamento, pode virar uma cena hilária quando as coisas não dão muito certo e Gu Weiyi, como tudo em sua vida, vai estudar sobre o corpo humano para entender o que poderia ter dado de errado.

Enquanto isso, Situ Mo tenta mudar de carreira e convencer os pais de que é isso o que ela realmente quer. Enquanto tudo o que sua mãe deseja é que ela se case com seu colega de quarto, e eles finalmente possam ser uma grande família.

Ver Situ Mo e Gu Weiyi morando juntos, se tornado amigos, um ajudando o outro, e, tudo isso se tornado algo mais, é lindo e cheio de amor. Impossível não maratonar os episódios e, quando termina, ficar querendo muito mais.
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Um Amor para Lady Johanna

| 19 fevereiro 2020 | Nenhum comentário:

Autora: Julie Garwood
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Após um casamento repleto de violência, tudo o que Johanna desejava era viver livre após a morte de seu marido, porém, seu irmão tinha outros planos quando leva a Inglesa para as Terras Altas.

Conhecer um homem como Gabriel não estava nos planos da jovem, muito menos se casar com um homem tão grande e poderoso, que poderia fazer da sua vida ainda mais repleta de dor do que seu marido anterior, mas Gabriel jamais levantaria um dedo contra sua nova esposa, muito pelo contrário.

Nos braços de Gabriel, Johanna poderia aprender o que era se sentir em segurança, o que era ter um verdadeiro lar. Mas, ter um segredo muito importante, que poderia tirar a coroa do Rei da Inglaterra, poderia colocá-la em perigo. Além disso, ela teria que aprender a lidar com as desavenças de ambos os clãs que o marido governava, ou fazê-los se unir de uma vez por todas.

Os romances de Julie Garwood são sempre fantásticos. Ela nos apresenta protagonistas fortes, independentes, mas, no caso desse livro, Johanna teve primeiro que aprender a confiar no seu marido, entender que poderia dar as suas opiniões sem ser agredida por isso. Perceber que finalmente estava em um lugar seguro, onde as pessoas a amavam, a respeitavam e morreriam para protegê-la.

Gabriel e Johanna formam um casal realmente intenso. Duas personalidades dominantes competindo a todo o momento. Gabriel era um líder, portanto, precisava manter o controle da situação. Johanna, por muito tempo privada do controle da sua vida, agora parecia querer tomar todas as rédeas de uma só vez, o que traz para a narrativa muitas cenas incríveis de embates entre os dois, e de grandes reconciliações, é claro.

Os personagens coadjuvantes dessa história são os mais incríveis dos livros da autora. Ter que lidar com dois clãs querendo que a sua senhora entenda a sua separação, e lhes dê a sua preferência, é algo que cria cenas fantásticas e engraçadas. Johanna pode ser apenas uma jovem, mas era exatamente o que aquelas pessoas precisavam para que finalmente virassem uma só família.

Saber o que Johanna passou nas mãos do primeiro marido é revoltante, portanto, é lindo ver sua relação com Gabriel, perceber o seu amor. Temos ainda Alex, filho bastardo do protagonista, mas que, no primeiro momento, já toma completamente o coração de sua nova mãe, que não podia ter filhos, e recebeu aquele menino como se fosse o melhor presente de toda a sua vida.

"Um Amor para Lady Johanna " faz bem jus ao título. Johanna encontra um marido que realmente a mereça, alguém que ela também ensina a amar, ganha um filho que ela pode encher de amor e aprende a realmente a amar a si mesma, além de sua nova família, como nunca antes teve a oportunidade. Um romance lindo e cheio de aprendizado, para todos os personagens. Incrível de se ler.
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Mack Daddy

| 05 fevereiro 2020 | Um comentário:

Autora: Penelope Ward
Editora: Charme
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Mack era muito mais que um pai cheio de charme, ainda mais para a professora de seu filho. Para Frankie foi um choque reencontrar o amor de sua vida, depois de tantos anos, ainda mais em sua sala de aula. Ela não estava preparada para esse momento, e provavelmente nunca estaria, pois, seu coração nunca deixou de pertencer ao pai de seu mais novo aluno.

Posso começar com uma pequena crítica? Estou um pouco cansada de capas que não demonstram toda a carga emocional do livro. Eu amo livros com conteúdo hot, e não tenho vergonha de confessar, porém, essa história, como muitas outras, vai tão além disso, que chega a ser um pecado ter uma capa que só nos leve a uma única conclusão do que se trata a narrativa, mas, vamos em frente...

Como já demonstrado na sentença anterior, temos uma história profunda de amor, entre duas pessoas que se encontraram no lugar certo, mas na hora errada. Mack já tinha uma namorada quando Frankie se torna sua colega de quarto. Uma simpatia entre ambos, que se tornou amizade e, consequentemente, amor. Tudo isso sem sequer um beijo. Quando Mack descobre que sua namorada está grávida, quando já estava decidido a terminar tudo com ela, seu mundo vem abaixo.

Um filho não deve segurar um homem a uma mulher que ele não ama, porém, o seu verdadeiro amor havia sido abandonada pelo pai quando pequena, e jamais permitiria que uma criança inocente tivesse o mesmo futuro.

O começo do livro é exatamente esse reencontro, depois de anos, o que é emocionante. Já conhecemos os protagonistas com uma dose transbordante de drama, ressentimentos e, no caso de Mack, tentativa de obter o perdão daquela que ele tanto amava.

Ambos os personagens cometeram erros tentando acertar, pois eram muito jovens. Agora, quem estava comprometida era Frankie e, o seu dilema, e também de quem está lendo, seria escolher entre a grande paixão da sua vida, também a pessoa que mais a feriu no mundo, e o homem que ela amava, que a fazia se sentir segura e moderadamente feliz.

A autora, Penelope Ward, abusou das cenas comoventes e repletas de carga emocional, muito mais do que das cenas de sexo em si. Quando elas acontecem, é no momento certo, apenas para coroar uma decisão tomada com tanto custo e lágrimas.

“Mack Daddy” vai muito além da história de um pai que deixa uma legião de mulheres enlouquecidas por onde passa. É a história de dois amigos que transformaram sua amizade em um sentimento ainda mais forte e intenso, mas que a vida não os deixaria viver aquele amor, sem antes de muito sofrimento.
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O Milésimo Andar

| 02 fevereiro 2020 | Um comentário:

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Uma cidade vertical. Quanto mais você sobe, mais segredos são guardados a sete chaves. Nova York deixou o chão para alcançar as alturas. A cidade agora é um prédio grandioso e imponente, mas com os mesmos problemas e conflitos de quando presa ao chão. Nos andares inferiores, viviam aqueles com menos recursos, tecnologia e quase sem nenhuma esperança de, literalmente, subir na vida. Quanto mais alto fosse o seu andar, mais dinheiro você possuía, porém, isso não era sinônimo de felicidade, ou que a sua vida fosse incrível, por mais que o exterior pudesse passar essa impressão.

Cinco jovens nos contando suas histórias, nenhuma delas exatamente perfeita ou feliz. Mesmo Avery, que morava no último andar desse lugar fantástico, com sua aparência perfeita, desenvolvida em laboratório, escondia um segredo que era a chave da sua felicidade, mas esse mesmo segredo poderia destruir a sua família. Leda, apaixonada pelo irmão adotivo de Avery, também era rica, mas seus vícios e ambições poderiam destruir uma pessoa, muito mais do que a falta de dinheiro. Eris, alguém sempre confiante e encantadora, que poderia ter qualquer um aos seus pés, vê sua vida literalmente desmoronar, quando é obrigada a morar, com sua mãe, nos andares mais baixos de Nova York.

Para completar o nosso quinteto, temos os dois únicos integrantes originalmente dos andares mais baixos: Rylin e Watt.  Enquanto Rylin trabalha duramente para sustentar a irmã, um eventual trabalho, nos andares superiores, na casa de um jovem muito atraente, pode mudar completamente a sua vida, seja para melhor, ou para muito pior. Watt, alguém muito inteligente para morar em um andar tão baixo, faria o que fosse preciso para dar uma vida melhor para a sua família, mesmo que tivesse que fazer coisas ilegais. Conhecer Avery mudaria completamente tudo aquilo que ele considerava ser certo ou errado, ele a queria, mas, pela primeira vez em sua vida, sendo ele mesmo. Mas Avery não tinha como lhe dar o seu coração e, entrar no mundo dos andares superiores, poderia ser a ruína para alguém como ele.

Eu demorei muito para finalmente dar uma chance para esse livro. Apesar da capa ser incrível, ela nunca me passou a impressão de que seria uma obra que realmente me encantaria. Fico muito feliz de ter me enganado completamente e ter dado uma chance a um livro tão surpreendente.

Nova York agora é um universo distópico, repleto de segredos em todos os andares. Não importa em que andar esteja, sua queda pode ser muito alta, se descobrirem os seus segredos. É interessante como não temos nenhum personagem completamente perfeito, um mocinho ou mocinha para defendermos até o fim. Mesmo que, a princípio, alguém pareça ser passível de nossa total confiança, em algum momento terá uma atitude que nos decepcionará, ou, chocará de forma irremediável.

A autora, Katharine McGee, trouxe esses cinco personagens para o foco da narrativa, os colocando em primeira pessoa a cada capítulo, portanto, é impossível não realmente conhecê-los e descobrir todos os seus segredos, assim como ansiar pelos seus próximos passos. Porém, temos outros indivíduos que completam essa grande equação, que também fazem parte de todas as ações principais, mas, por não acompanharmos os seus pontos de vista, se tornam personagens ainda mais misteriosos e cercados de enigmas.

“O Milésimo Andar” é uma distopia incrível, com personagens que nos envolvem em suas histórias, em seus segredos, e nos levam até a última página nos fazendo acreditar que tudo pode acontecer. São mil andares com muitas histórias, que se entrelaçam de forma até cruel, mas incríveis de se acompanhar, do começo ao fim.
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Minha Juventude

| 29 janeiro 2020 | Nenhum comentário:

Muitas coisas podem acontecer entre o ensino fundamental e a vida após a faculdade. Por mais “comum” que seja a vida de um personagem, a juventude, os primeiros amores, as amizades, as decepções, nunca serão algo sem valor, o que é muito bem provado nesse lindo dorama da Netflix.

Seis amigos vivendo triângulos amorosos e decepções, mas também correndo atrás de seus sonhos. Su Cancan é uma menina doce e inocente, não é a melhor aluna de sua sala, mas escreve muito bem. Além disso, tem uma paixão platônica, durante anos, por um dos meninos mais populares do colégio, Lin Jia Ze. Quando ela “esbarra” em Lan Tian Ye, ela descobre que ele é o completo oposto do seu grande amor, porém, o destino parece querer colocar esses dois lado e lado e, mesmo sem perceber, Su Cancan não consegue mais ver sua vida sem Lan Tian Ye.

Que história encantadora. Sem enrolações, sem grandes acontecimentos, apenas com os sentimentos reais que qualquer um de nós pode também ter dentro de si. É incrível acompanhar esses jovens sonhadores, que crescem acreditando no seu futuro, acreditando no amor, e entendendo que a vida é muito mais complicada do que pensamos quando se é jovem.

O roteiro não deixa margem para dúvidas quanto aos sentimentos dos personagens, e eles, em nenhum momento, ao entenderem o que se passa no coração, tentam negar o que sentem. Isso é formidável. Tirando algumas peças que o destino prega nos protagonistas, o que também pode acontecer na vida real, em nenhum momento eles se negam a felicidade, como acontece em outras histórias, onde algumas decisões tomadas nos matam de desespero, pois a felicidade é bem óbvia, e está à frente do personagem. Aqui, realmente tudo ocorre de forma suave, e não passamos por esse tipo de desespero, exatamente pela coragem de tentar, de ser feliz.

Mas isso não torna o dorama menos emocionante. Ele é muito real para não nos transbordar com os seus sentimentos. Além do casal principal, temos outros dois personagens que são jovens incríveis, bem-sucedidos, mas, que nos causam muito mais sofrimentos, mas não por conta de suas decisões. Um amor não correspondido, por mais que você torça para dar certo, nem sempre é possível, principalmente quando o seu coração está dividido. Talvez a única solução fosse ter dois finais, em que cada um deles um personagem diferente alcançasse a felicidade. Como isso não é possível, me contento em saber que a vida, inclusive na ficção, nunca é exatamente perfeita.

Foi uma experiência linda acompanhar a história de amor e crescimento desses jovens. “Minha Juventude” é um dorama para nos apaixonarmos por esses personagens tão reais, e torcer por eles, como se fossem pessoas da nossa família, correndo em busca de seus sonhos, de sua felicidade. Fiquei muito triste quando terminou, não queria me separar desses meus novos amigos, afinal de contas, eles ainda são jovens e têm muitas histórias para contar...
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TUDUM, Festival Netflix

| 26 janeiro 2020 | Nenhum comentário:
Se já não fosse o suficiente a Netflix ocupar grande parte dos nossos dias, seja na televisão, computador ou celular, com filmes, séries, documentários, animes, doramas e outras coisas incríveis, agora, o serviço de streaming mais famoso do mundo trás para São Paulo um festival onde tudo aquilo que amamos saem das telas e são colocados ao nosso alcance.

Imagine poder tirar uma foto no quarto da Lara Jean, do filme "Para todos os garotos que já amei", ver os figurinos originais da sequência "P.S. ainda amo você", beijar o crush na "Barraca do Beijo", preparar uma poção na tenda do "Mundo Sombrio de Sabrina", costumizar qualquer peça de roupa no estande do "Modo avião" e  jogar os mesmos games de Mike, Eleven e companhia de "Stranger Things".

Parece um sonho? Pois não é, isso é o "Tudum: Festival Netflix". No Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, centenas de fãs aproveitaram essas atividades, e muitas outras, de forma totalmente gratuita. Os ingressos, distribuídos pela internet, acabaram em pouco minutos, após a divulgação da vinda dos protagonistas do filme "Para Todos os Garotos que Já Amei", Lana Condor e Noah Centineo, com participação no dia 28.

O palco principal, apesar de receber as grades estrelas do evento, pelo menos até o dia de hoje, não foi a grande atração da feira. Um estande de serigrafia, onde o participante pode escolher entre fazer uma ecobag ou camiseta, com a estampa da sua série favorita, ou com o nome do festival, foi o lugar que levou as pessoas a passarem horas em filas para finalmente terem o seu presente em mãos. Um sucesso!

Além de distribuir os ingressos na faixa, brindes incríveis, e todos aqueles lugares super instagramáveis, a Netflix não deixa de ser ainda mais incrível, distribuindo pipoca, frozen e algodão doce para os presentes no evento.

Simplesmente AMEI, e mal posso esperar pelo próximo. Espero não precisar esperar até o ano que vem... agora, acho que a nossa clássica pergunta vai mudar de "Cadê Harry Potter?" para "Cadê o próximo Tudum?" rsrs. Só queremos!!!

Confira todas as fotos do evento no nosso FLICKR





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