Herdeiro Caído

| 20 novembro 2019 | 3 comentários:

Autora: Erin Watt
Editora: Essência

Em uma família repleta de problemas, mentiras e traumas, ainda assim é possível que exista uma ovelha negra. Easton conseguiria ser mais irresponsável, doente e perdido do que seus irmãos. Em uma família tão desestruturada, o irmão do meio, aquele sempre se sentiu mais abandonado, também é aquele que mais precisa de ajuda para superar seus vícios e traumas.

Como não ter um carinho todo especial por Easton Royal? Nos primeiros três livros da série “The Royals”, conhecemos o personagem bem o suficiente para perceber os seus problemas, e o tamanho deles, do quanto, de todos os irmãos, ele era o que mais precisava de ajuda, para não se destruir completamente.

Apesar da chegada de Ella a família ter sido de grande ajuda, a namorada de seu irmão ainda não era aquela que conseguiria fazer com que aquele Royal se preocupasse tanto com algo a ponto de questionar seus vícios e obsessões autodestrutivas. Para alguém que se considera quase sem amigos, excluído em sua própria família, que só vê garotas como um caso de uma noite, ter os sentimentos que ele tinha por Hartley, poderia mudar completamente sua vida, para melhor, ou para pior.

Ella e Reed tinham os seus problemas, seus medos e dificuldades para encarar a vida, mas não chega nem perto do turbilhão de emoções em que somos arremessados ao ler um livro narrado do ponto de vista de Easton Royal.

Fica bem claro, nessa sequência, o quanto o personagem não sabe o que é ser amado, apesar de tantas pessoas ao seu redor o amarem incondicionalmente. Seus atos destrutivos são claramente um mecanismo de defesa, seu inconsciente pedindo ajuda para superar tudo o que o afligia diariamente, porém, independentemente da quantidade de amor, é muito difícil ajudar alguém que não admite realmente os seus problemas.

Hartley começa a ser responsável por esse sopro de consciência na vida de Easton, mas, alguém com tantos problemas, tantos segredos, seria capaz de ajudar alguém tão perdido quanto? Eles são totalmente imperfeitos um para o outro, portanto, nem preciso dizer o quanto a torcida se manteve fervorosa em todas as páginas.

O final de “Herdeiro Caído” é tão confuso quanto a narrativa de uma pessoa bêbada, porém, tão cheio de reviravoltas, em meio a um drama familiar em andamento, e outro prestes a começar, que é impossível não surtar ao fechar a última página.

Um conselho? Ao terminar esse livro, já tenha o próximo em mãos (o que não é o meu caso...)
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A Ordem dos Clarividentes

| 17 novembro 2019 | 5 comentários:


Após escapar da colônia penal de Sheol I, a vida de Paige nunca mais seria a mesma. Apesar de voltar a ter a proteção de Jaxon, mimi-lorde de sua seção, ela conhecia a fundo todas as atrocidades a que um vidente poderia ser submetido, quem realmente governava seu país, e qual era a única ameaça ao reinado dos Rephaim, ao reinado cruel de Nashira: O sindicato, porém, um elo fraco.

Governado por líderes sem escrúpulos, que só tinham em mente encher os seus bolsos, seus egos e não viam nada além de ganância, apesar de ser permeado pelos videntes mais poderosos, o sindicato precisava de alguém na liderança que se importasse, que realmente quisesse fazer a diferença. Quando o líder do sindicato é assassinado, Paige vê a sua chance de governar seres tão poderosos quanto ela, aqueles que teriam força para bater de frente com seres poderosos, nem um pouco humanos, mas que precisavam ser detidos, para que ninguém mais perecesse pelos seus caprichos.

Quando li o primeiro livro "Temporada de Ossos", nunca imaginei o quanto essa história seria impactante, tão perfeitamente escrita, com todos os elementos para fazer com que eu me apaixone e passasse por aquelas páginas desejando saber cada vez mais sobre aquele mundo e conhecer a fundo cada personagem. Samantha Shannon criou uma narrativa de ficção fantástica fora de série, com elementos sobrenaturais, distópicos e um romance proibido e perfeito para nos fazer morrer de tensão, ansiedade e felicidade até a última página.

Enquanto no primeiro livro encontramos Paige conhecendo a verdade sobre o seu mundo e as criaturas vindas de outras "dimensões" que o habitavam, governavam e manipulavam, agora voltamos ao seu reduto de origem, mas com uma protagonista completamente diferente. Por mais que ela sempre tivesse pensado naqueles que estavam ao seu redor, seus amigos, tentado ajudá-los, sua evolução vai de uma menina que precisa de proteção para alguém que merece liderar seu povo.

Paige agora está muito além de querer proteger a ela mesma, seus amigos, ou aliados. Seus sentimentos são claramente mais abrangentes. Ela está disposta a enfrentar, quem quer que seja, para proteger qualquer pessoa como ela, todos aqueles que vivem nas sombras, apenas por possuírem um dom especial. Seu desejo é que ninguém mais sofra o que ela, e tantos outros, sofreram nas mãos dos Rephaim, construir um mundo seguro para todos os videntes, um mundo de paz, porém, para isso, talvez ela precisasse primeiro de um exército para vencer essa guerra.

Foi incrível acompanhar a protagonista voltar a sua vida antiga. Aquele era um ambiente estranho para nós, leitores, mas também tinha se tornado estranho para Paige. Foi a nossa oportunidade de conhecer melhor o seu passado e de julgar quem eram seus verdadeiros aliados.

O Mestre sempre foi um mistério. Por mais que tenhamos conhecido muito o Rephaim traidor, seu passado, e algumas de suas motivações, Arcturus esconde muito bem seus sentimentos e pensamentos. Nem Paige, literalmente dentro dele, consegue vislumbrar tudo aquilo que um ser tão complexo carrega em seu interior, o que torna esse relacionamento tão incrível! Em um livro tão complexo, o romance dos protagonistas não poderia ser algo simples, só poderia ser arrebatador e incrível de se acompanhar.

"A Ordem dos Clarividentes" tira cada leitor de sua zona de conforto, nos coloca, com Paige, em um mundo completamente desconhecido, mesmo que seja o lugar de origem da protagonista. Conhecer a fundo o sindicato, e saber o quão deturpado ele era, só nos fazia torcer a cada segundo para nossa Onírica Pálida encontrar seus aliados e alcançar seu objetivo. O que dizer do final desse livro? A autora é fantástica, mas também consegue ser uma pessoa muito má com seus leitores. Dizer que estou ansiosa pela continuação não começa nem a descrever o que eu sinto nesse momento...
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Agir e pensar como um gato

| 05 novembro 2019 | 5 comentários:

Editora: Valentina

Devo confessar que, como uma amante de pássaros, nunca me interessei tanto pelos "inimigos naturais" dos meus seres favoritos em todo o planeta. Exatamente por essa razão, comecei a ler esse livro sem saber muito o que esperar de alguém que tentaria me convencer a agir como esses seres tão distantes da minha realidade. Nunca vi um gato como um ser carinhoso, ou até mesmo sociável (me perdoem os amantes dos gatos), porém, ler esse livro, se não me fez querer criar grandes laços de amizade com os bichanos, ao menos me fez vê-los com outros olhos, ao tentar aprender mais com eles.

Stéphane Garnier não apenas compreende seu amigo felino, mas disseca suas emoções, pensamentos e atitudes em todas as páginas, não apenas em uma análise veterinária, mas trazendo todas as atitudes positivas que as mesmas ações de um gato podem ter em nossas vidas, se resolvermos também nos espelhar em sua autonomia, independência e socialização.

Livros de autoajuda nunca foram meu tipo de leitura favorita, algo que me prendesse muito, mas, as analogias feitas aqui, relacionando nossas vidas a um ser que, teoricamente, pode passar a vida comendo, dormindo e lambendo os próprios pelos, foram um tanto quanto assustadoras, de certo modo.

Como um ser, com a vida tão "tranquila", pode ser também tão complexo, tão cheio de vertentes, a ponto de inspirar uma pessoa a escrever sobre sua vida, a ponto de inspirar atitudes a nós, humanos, tão teoricamente complexos e bem desenvolvidos, mas que não chegamos aos pés de onde um gato pode chegar, em poucos anos de vida, apenas entendendo o que realmente importa, o que realmente faz diferença e o real esforço que pode, e deve, ser gasto para alcançarmos aquilo que mais queremos.

Apesar de ser um livro de autoajuda, e ter como personagem principal um ser que eu nunca tive muito contato em toda a minha vida, não posso negar que o autor conseguiu conquistar a minha atenção e me fazer repensar alguns pontos sobre o meu dia a dia, minha vida em geral, inclusive sobre observar mais esses felinos, tão discretos, mas somente para ocultar, de olhos desavisados, a sua complexidade.

"Agir e pensar como um gato" não sugere que ninguém comece a andar sobre quatro patas ou se lamber para ficar limpo, porém, apresenta sugestões interessantes sobre como tornar a vida mais leve, mais feliz, apenas agindo de forma semelhante a um ser chamado gato.
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Disney Magic Run 2019

| 03 novembro 2019 | 6 comentários:
Existe uma atividade física mais mágica do que correr em um evento da Disney?

Tivemos o privilégio de participar da Disney Magic Run 2019, dia 3 de novembro, no Jockey Club em São Paulo.

Um evento feito para se exercitar, cuidar da sua saúde, mas, principalmente, para fazer isso em família.

A Disney não brinca em serviço quando o assunto é criar um clima agradável para se curtir em qualquer idade. Muito além de uma competição, a Disney Magic Run é um momento de descanso para a mente e para a alma.

Diversas atividades, como massagens, espaços para fotos e brincadeiras, fazem com que a corrida, ou a caminhada, sejam apenas mais uma das atrações do dia. É incrível ver pais, mães, avôs, tios, correndo com seus pequenos em carrinhos, ou mesmo no colo, apenas para desfrutarem juntos daquele momento.

O palco principal se completa com queridos personagens da Disney, enquanto a próxima equipe se alonga se preparando para partir em direção a largada. O mais importante aqui não é chegar em primeiro lugar, mas a diversão e o que esse momento pode trazer de felicidade para os participantes.

Confira todas as fotos do evento no nosso Flickr.








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CAMINHO CULTURAL 7 ANOS - PROMOÇÕES

| 31 outubro 2019 | 7 comentários:
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CONCURSO CULTURAL - CAMINHO CULTURAL 7 ANOS

| | 6 comentários:
São sete anos vivendo muitas aventuras, muitas emoções, muitos sentimentos, conhecendo muitos lugares, amando muitas pessoas... enfim, muitos anos lendo!

E quem gosta de ler, também AMA mimos literários, não é verdade?

Se você é daqueles, como eu, que acha que não tem sorte com sorteios, participe do nosso concurso cultural.

Deixe um comentário respondendo a seguinte pergunta:

"Como um livro pode mudar uma vida?"

A melhor resposta, escolhida pelo Caminho Cultural, vai ganhar esse lindo kit :)

BOA SORTE!!!

PROMOÇÃO VÁLIDA ATÉ O DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2019

Regulamento:
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