Treze

| 20 janeiro 2019 | Um comentário:
Autora: FML Pepper
Editora: Galera Record
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Quando o ceticismo encontra com o sobrenatural. Quando uma ladra que não acredita em alguns sentimentos recebe uma segunda chance, não apenas de recomeçar a sua vida, mas de encontrar algo que ela jamais pensou que realmente existisse: o amor.

Rebeca é presa tentando aplicar um golpe com sua mãe. Sua única saída, para não continuar atrás das grades, era cursar uma faculdade, ser monitorada 24 horas por dia e ajudar a polícia a desvendar crimes cibernéticos, sua especialidade. Ela sempre foi completamente realista, nunca acreditou no acaso, suposições ou poderes superiores, até encontrar uma vidente que lhe alertou de muitos perigos, previu o seu futuro e, entre todos os fatos, que seu décimo terceiro namorado seria o grande amor de sua vida.

Karl já esteve no auge. Era um lutador de MMA excepcional, imbatível. Nada, nem ninguém, poderia vencê-lo, até que sua namorada o abandona para ficar com outro homem. Seu mundo desaba e, enlouquecido, ele se envolve em um grande acidente que lhe deixa com coágulo inoperável no cérebro, que poderia estourar a qualquer momento. Depois de quatro meses em coma, a mãe com um câncer gravíssimo e sem poder voltar para as lutas, só lhe restava tentar viver uma vida pacifica, sem grandes emoções, para que pudesse ao menos viver mais um tempo por sua mãe. Isso, até Rebeca surgir em seu caminho.

Amei o quanto a protagonista nunca teve a oportunidade de acreditar em uma força superior e foi jogada em um abismo de previsões, que se mostraram verdadeiras. Sorte e o encontro de um grande amor, um sentimento que ela nunca julgou ser possível. Rebeca nunca teve uma real escolha em sua vida. Seja por roubar, ou saber o que é amar e ser amada, sua mãe sempre expurgou de sua vida qualquer escolha, ou sentimentos que ela pudesse ter, menosprezando tudo o que fosse contrário ao estilo de vida que ambas levavam.

Para alguém que nunca acreditou em previsões do futuro, destino ou sorte, é incrível encontrar a personagem lutando por aquele que ela achava ser o seu predestinado, o homem que ela amaria pelo resto de seus dias. Todas as dicas da vidente direcionavam para o cara perfeito, mas o coração de Rebeca a direcionava em outra direção, o que torna tudo mais incrível e nos faz fazer contas a todo o momento, tentando encaixar a pessoa certa no número certo.

Karl é um homem tranquilo e em paz com tudo e com todos. Isso era tudo o que ele queria, e precisava, para a sua vida. Ele não aparenta ser exatamente infeliz em sua nova condição, talvez ele sinta mais saudades do que angústia em não mais lutar. O que realmente parte o seu coração, todos os dias, é o estado de saúde cada vez pior de sua mãe. Mas essa era a vida pacata e simples que ele levava, até conhecer Rebeca, e, pela primeira vez em muito tempo, voltar a encher sua vida de emoção, mesmo que essas emoções pudessem ser as últimas.

Assim como a série anterior de FML Pepper, temos um fundo religioso, ou místico, na trama. Na série "Não Pare!" temos um pouco do que é a vida após a morte, na interpretação da autora para a história. Nessa obra, o quanto os seres superiores podem interferir em nossas vidas, ou conhecerem nossos destinos. Não deixa de ser interessante o quanto as duas histórias poderiam se encaixar e seguirem um mesmo rumo algum dia.

“Treze“ pode ser considerada uma narrativa sobre sorte ou azar, destino ou escolhas. Mas, acima de tudo, é uma linda e emocionante história de amor. O quanto não é possível lutar contra um amor verdadeiro, mesmo que todas as probabilidades não estejam ao seu favor. Porém, o livre arbítrio jamais deixará de existir, e ele pode ser a chave para a verdadeira felicidade.
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1 Milhão de Motivos para Casar

| 18 janeiro 2019 | Um comentário:
Autora: Gemma Townley
Editora: Record
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Imagine ser amiga de uma senhora idosa, muito rica (mesmo que você não soubesse desse fato), e descobrir, após a sua morte, que ela deixou uma herança milionária para você? Não seria incrível? Porém, se você tivesse criado uma pequena mentira e talvez mencionado que tenha se casado com o seu chefe, e no testamento fosse citada seu nome de "casada"? Que loucura, não? É disso que se trata esse livro incrível. Jess e seu projeto casamento.

Depois de se enfiar em uma tremenda confusão, Jess tem apenas cinquenta dias para conquistar seu chefe e casar com ele. Só assim ela poderia receber sua herança e viver o seu "felizes para sempre". O único detalhe é que a protagonista sempre teve horror a casamentos, nunca acreditou em amor ou relacionamentos e tinha uma quedinha por Max, sócio de seu pretendente a futuro marido, Anthony, também seu chefe.

Gemma Townley foi fantástica ao escrever esse romance. Jess não é uma princesinha que sonha com um casamento de conto de fadas, muito pelo contrário. Ela é uma mulher autossuficiente, independente, pronta para correr atrás de todos os seus sonhos e não vê nenhum homem em seu caminho. Uma personagem como ela abriria mão facilmente da herança, porém sua amiga Grace havia lhe deixado também uma casa, algo que tinha um valor sentimental para ela. Jess não seria tão fria a ponto de abrir mão de um presente tão especial.

A partir desse momento, a missão da protagonista é fisgar e casar com Anthony em menos de cinquenta dias, ou ela perderia tudo.

Impossível não rir do começo ao fim dessa história. Apesar dela começar com duas grandes perdas para a personagem principal, o projeto casamento envolve tantas enrascadas, tantos desencontros e inconveniências, além de personagens tão bem colocados, que é impossível não se divertir com a preparação de algo tão grandioso, mas pelo qual Jess não anseia realmente em nenhum momento.

A protagonista esconde os seus sentimentos, profundamente, até dela mesma. Isso nos faz deslizar um pouco pelas páginas, talvez torcendo pelo romance errado, até que Jess finalmente começa a entender que ela pode amar, ouvir seu coração, mesmo sendo uma mulher decidida e independente. O romance é tão singelo, ao mesmo tempo tão forte. Dois personagens, cada um vivendo em seu mundo, mas com medo de dar o primeiro passo. As cenas entre eles são tão embaraçosas que se tornam completamente lindas.

Eu ainda não me recuperei do final do livro. Meu sorriso gigantesco se transformou em uma cara de choque em segundos. Não acredito até agora que o livro terminou daquela maneira, não acredito que não terei mais nada para desfrutar dessa história, principalmente com o término em um momento tão crucial e perfeito.

"1 Milhão de Motivos para Casar" é um livro para divertir do começo ao fim. Impossível não rir e torcer pelo futuro de Jess, seja milionária ou não, pelo menos ao lado do seu amor verdadeiro, aquele que realmente combina com ela e a ama exatamente do jeito como é. Uma narrativa adorável, mas que me faria muito feliz com umas páginas a mais...
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Egomaníaco

| 16 janeiro 2019 | 3 comentários:

Autora: Vi Keeland
Editora: Charme
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Vemos na capa o indício de um livro puramente erótico, uma paixão entre uma mulher e um homem, como diz o título, egomaníaco. Abrimos o livro e encontramos um homem que cresceu com tantas decepções na vida que desacredita que o amor entre um homem e uma mulher possa ser possível, que ama absurdamente o filho, com todas as suas forças, e que está disposto a ajudar uma completa estranha, por mais louca que ela pareça.

Essa obra é muito mais do que a capa nos passa. Apesar do erotismo presente, e muito bem escrito, a autora, Vi Keeland, desenvolveu dois personagens com percepções completamente diferentes sobre o que é, e o que deve ser, o amor entre um casal.

Emerie é psicóloga. Ela faz terapia com casais, aconselha e tenta dar um rumo para casamentos desgastados pelo tempo, distância ou traições. Drew é advogado. Ele representa homens que querem se divorciar e deixar as esposas traidoras sem nenhum centavo.

Enquanto a protagonista acredita que todo casal precisa se entender, que uma boa conversa pode resolver todos os problemas, o protagonista foi abandonado pela mãe quando pequeno, que fugiu com outro homem, viveu um casamento desastroso e vivia em pé de guerra com a ex-esposa por conta da guarda do filho, que por conta de um detalhe, ele poderia perder a qualquer momento.

É incrível ver o quanto Drew ama incondicionalmente seu filho, o quanto o advogado duro e frio pode mudar completamente quando se trata de uma criança que mudou a sua vida. Porém, mesmo com todos esses sentimentos, seu medo de realmente se entregar ao seu relacionamento com Emerie supera todo o amor que ele, pela primeira vez na vida, estava sentindo.

"Egomaníaco" é uma narrativa que trata de duas pessoas que são atraídas fisicamente uma pela outra à primeira vista, mas constroem algo muito mais consistente entre ambos, sem ao menos perceberem quando o "eu" se torna "nós" e que nada seria igual dali para a frente. Pelo menos não sem o outro ao seu lado. Uma história realmente linda de se ler.
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Jardim de Meteoros

| 14 janeiro 2019 | 3 comentários:
Shancai está apenas iniciando seus estudos na universidade, mas, em seus primeiros dias, já consegue entrar em conflito com o F4. Um grupo de quatro garotos de famílias ricas e muito influentes, que sempre conseguem o que querem e não estão acostumados a serem desafiados. Porém, Shancai não é uma garota comum, ela é forte e lutadora, acostumada a batalhar por aquilo que acha certo.

Daoming Si, o único herdeiro de sua família, sempre foi frio e arrogante, alguém que nunca se importou em humilhar e pisar naqueles que ele julgava inferiores. Shancai era um mistério para ele. Ela parecia não ter medo, o enfrentava abertamente e não fugia dos desafios e, o pior, ela teve a coragem de o rejeitar quando ele cogita a possibilidade de que eles virassem namorados! Uma relação que não poderia começar de forma pior, mas que se torna encantadora durante 49 episódios (disponíveis na Netflix).

Eu sou perdidamente apaixonada por essa história. Depois de assistir a versão japonesa (Hana Yori Dango) e coreana (Boys Before Flowers) chegou a hora de também conhecer a versão Chinesa desse dorama incrível.

As narrativas chinesas são bem mais extensas que as coreanas ou japonesas, o que dão a oportunidade de inserirem mais subtramas e elementos que diferenciam essa nova versão das demais. Começamos pelo fato que agora o drama se passa na universidade e não mais no colégio, então os personagens são tratados de forma um pouco mais adulta, seus relacionamentos são apresentados de forma diferente, o que foi ainda mais instigante.

Relacionamentos de casais coadjuvantes, que eu senti muita falta de serem aprofundados nas outras versões, tiveram destaque, além de todos os membros do F4 terem suas próprias tramas muito bem elaboradas, não sendo apenas baseadas na trajetória dos protagonistas. Eles trazem algo novo para uma história já tão conhecida para quem ama novelas orientais.

Shancai e Daoming Si constroem a sua relação de forma ainda mais consistente. Nessa versão, a personalidade de Daoming Si é realmente predominante e de suma importância. Sua mudança de comportamento, a forma como Shancai em sua vida mudou sua forma de agir e pensar completamente foi algo incrível de se acompanhar. Vê-lo no primeiro e no último capítulo, é como se tivéssemos o mesmo ator interpretando dois personagens completamente diferentes. Um vilão e um mocinho com perspectivas completamente distintas. Alguém que não via nada além de seu umbigo e alguém que ama outra pessoa tão desesperadamente que seria capaz de qualquer coisa, até mesmo dar a sua própria vida por ela, se fosse preciso.

"Jardim de Meteoros" é um dorama maravilhoso, com dois protagonistas apaixonantes, ambos à sua maneira. Sendo alguém que luta pelos seus sonhos, enfrenta os desafios com coragem, ou alguém que deve aprender como se tornar um ser humano de verdade, alguém de bom coração, ambos trazem para a tela um casal para se amar, encantar e suspirar até o último capítulo.
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Sem Amor

| 12 janeiro 2019 | 3 comentários:

Autora: Katy Regnery
Editora: Charme
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Cassidy cresceu sabendo que jamais poderia realmente amar e ser amado. Ter um assassino em série como pai, fez dele uma criança reclusa, tirada do mundo pela própria mãe, para crescer sem nada, nem ninguém a sua volta, para assegurar a sua segurança e a de outras pessoas. Assim, se ele tivesse herdado os genes ruins do pai, ele não faria nenhuma vítima.

Brynn perdeu o noivo em um tiroteio. Ela passou dois anos remoendo aquela dor, até ter coragem de ligar o celular do noivo e ver sua última mensagem. Agora, Brynn sabia o que fazer. Jem havia indicado uma montanha que ele amava escalar, e lá seria o lugar perfeito para finalmente se despedir.

Ao chegar ao Katahdin, Brynn é atacada por um homem, esfaqueada e sabia que iria morrer, até Cassidy aparecer e salvar a sua vida. Ele nunca imaginou ter alguém em sua casa, mas precisava cuidar de Brynn. O que ele não imaginava era se apegar tanto a aquela mulher, desejar coisas que ele sabia que jamais poderia ter, pois seu passado, presente e futuro estavam condenados pela solidão, por conta do mal que ele podia causar a quem surgisse em seu caminho.

Quando lemos a sinopse dessa obra, é um pouco estranho perceber que o personagem principal se isola do mundo por ter um pai que cometeu crimes violentos, matou muitas mulheres e foi morto na prisão por isso. É curioso pensar que alguém possa realmente acreditar que seus genes podem ser ruins, ao ponto de machucar alguém de forma tão doente.

Porém, a autora, Katy Regnery, não consegue convencer apenas o personagem de que suas escolhas são certas, ela nos faz compreender, de forma profunda, o sofrimento de Cassidy, suas motivações e, por mais absurdo que tudo aquilo seja, é compreensível o quanto alguém pode chegar à idade adulta acreditando ser um monstro, ou ter todas as coisas necessárias para se tornar um, por ter tido isso entranhando em sua vida por sua mãe e avó desde o começo.

Chega a ser cruel a forma como ele foi criado, o quanto a mãe e o avô, ao invés de tentar fazer com que ele superasse o crime do pai, virasse a página e seguisse em frente, o lembrasse a cada dia de quem ele era filho, que ele também poderia ser um perigo e por isso devesse ficar longe de outras pessoas.

A chegada de Brynn a sua vida é quase algo mágico. Para alguém que conviveu a maior parte de sua vida apenas com a mãe e o avô e, após a morte de ambos, muito tempo sozinho, alguém que não conhecia realmente um toque ou um olhar de carinho, encontrar com uma mulher que não tinha medo, que confiava em seus cuidados, que estava se apaixonando por ele, podia realmente enlouquecer, ou trazer de volta à vida, uma mente que sempre foi tão torturada por crimes que ele nunca cometeu.

Brynn também precisava ser salva de seu torpor. Mesmo após dois anos da morte de Jem, ela não se sentia viva, ou a vontade com outras pessoas. Por mais que não morasse em uma casa isolada no meio da floresta, se sentia tão solitária e triste quanto. Até que se encontra realmente em uma casa no meio da floresta, mas com Cassidy ao seu lado, e percebe que a solidão é algo muito relativo. E ela não depende do lugar, mas do seu estado de espírito e com quem você está.

"Sem Amor" é um livro de tirar o fôlego. Dois personagens tão marcados, ambos com os seus pesadelos, e que tem medo de voltar a sonhar, ou de começar a sonhar, e se machucarem novamente ou machucar alguém. Duas almas encantadoras conduzem essa história, e nos levam por um trajeto repleto de amor, reconstrução e autoconhecimento.
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A Estrela da Meia-Noite

| 09 janeiro 2019 | 3 comentários:

Autora: Marie Lu
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Livros anteriores: Jovens de Elite | Sociedade da Rosa

Adelina atingiu seu maior objetivo. Agora ela é Rainha de Kenettra. Nem ao menos sua irmã está ao seu lado para lhe dar ordens, muito menos Enzo, que fugiu com os punhais. Tudo deveria ser perfeito, se suas ilusões não estivessem fora de controle, a levando a loucura. A cada novo Reino que ela conquistava, mais sozinha se sentia. As vozes em sua mente a torturavam cada dia mais, porém, ela não era a única Jovem de Elite com seus poderes a afetando de forma irreversível.

A Febre do Sangue, jovens marcados com poderes surreais, mortos sendo trazidos de volta à vida... nunca esse mundo esteve tão próximo ao mundo dos Deuses, nunca os Deuses quiseram tanto de volta algo que eles haviam despejado no mundo. Por mais que parecesse impossível, Adelina e sua sociedade da Rosa deveriam se unir a Rainha Beldaína e aos punhais, seguirem em direção a morada dos Deuses, para que seus poderes não os destruíssem completamente, e o resto do mundo com eles.

Quando li a série "Legend", da autora Marie Lu, me apaixonei perdidamente por sua escrita, a forma como ela trazia seus personagens para as páginas, nos impactando com suas histórias, além de uma narrativa fora de série. Fiquei tão apaixonada e encantada que nunca imaginaria que a autora seria capaz de escrever uma história ainda mais arrebatadora, cruel e intensa em vários sentidos, mas que me fizesse ansiar ainda mais por aqueles personagens e suas histórias. Mas a série "Jovens de Elite" provou que isso é completamente possível, e que Marie Lu é uma autora incrível como poucas.

No último livro da série, estamos ainda mais ligados a Adelina que nos primeiros livros. Isso é uma inversão tão grande de valores, que chega a ser assustador. Adelina não é uma mocinha de bom coração, ela é uma vilã cruel, que não perde a oportunidade de sobrepujar seus "inimigos". Porém, acompanhamos a sua trajetória, sabemos o quanto ela foi maltratada, traída e abandonada em sua vida, e não conseguimos odiar ou deixar de entender completamente suas atitudes. Muitas vezes, nos revoltamos com suas escolhas, mas seus pensamentos são sempre tão sombrios, sempre voltam para uma época em que ela não tinha poder algum, sempre a mercê de todos, que, mesmo que inconscientemente, simpatizamos com sua causa, e justificamos seus atos vis.

A reviravolta nesse livro é impressionante. Enquanto no primeiro livro da série, Adelina tem todos os seus pensamentos românticos voltados para Enzo, ele é um pilar para ela (e para todos nós), agora a protagonista tem ao seu lado alguém com bem menos fogo e raiva no coração. Magiano é a luz que Adelina precisava em sua vida, a alegria e leveza que ela nunca pôde ter ao lado de ninguém.

É inquietante perceber o quanto a autora conseguiu fazer com que nos apaixonássemos por Enzo no primeiro livro e mal lembrássemos de sua existência na conclusão da trilogia. Mesmo suas participações, pequenas e impactantes, não nos trazem aquele personagem tão forte e poderoso do começo. Ser trazido de volta à vida nos fez ter um personagem vazio, sem toda a vida e paixão que pulsava no príncipe, o que também nos distância de tudo aquilo que sentíamos e de todo o sofrimento e choque causado por sua morte.

Ver Adelina junto aos punhais, agora seus inimigos, seus sentimentos conflituosos - o poder que ela agora possuía e a saudade que sentia de seus antigos companheiros -, e o quanto estar novamente ao lado de sua irmã traziam sentimentos que ela não julgava capaz de sentir, atitudes que ela não julgava capaz de ter. É como uma regeneração, sem realmente se regenerar. É como perdoar os outros, e a si mesma, sem realmente perdoar, é como saber que nunca encontraria a felicidade de forma verdadeira, não sem fazer pelo menos uma coisa realmente certa no final.

"A Estrela da Meia-Noite" é uma conclusão épica e inesquecível. Apesar de muito triste, também esperançosa. Gostaria de saber se algumas histórias são reais, porém, talvez ter a esperança de que tudo tenha terminado com uma luz no fim do túnel seja a melhor forma de concluir uma narrativa como nunca antes vista.
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Dragon Ball Super Broly

| 07 janeiro 2019 | Um comentário:

Um Saiyajin com sede de vingança contra o Rei Vegeta. Preso com seu filho durante muitos anos em um planeta distante e inabitado, com nada além de criaturas selvagens, ele não imaginava que seu planeta havia sido destruído e, com ele, quase toda a raça Saiyajin. Ao ser encontrado por Freeza, soube que o filho do Rei Vegeta vivia em um planeta chamado Terra e que havia outro Saiyajin com ele. Broly era forte, incontrolável. A arma perfeita para que Freeza pudesse finalmente combater seus dois grandes inimigos.

Por Shenlong, que filme fantástico! Se eu tivesse reunido as esferas do dragão e pedido um filme perfeito da série, seria recompensada exatamente com "Dragon Ball Super Broly". A saga "Super" em si de Dragon Ball, e todos os seus filmes, trouxe uma renovação única para a franquia. Personagens com sentimentos muito mais desenvolvidos, lutas mais breves, porém épicas, vilões novos e antigos criando conflitos nunca antes vistos e fazendo com que nossos protagonistas tenham que desenvolver ainda mais os seus poderes.

Diferente dos outros filmes, e da série em si, achei incrível que o foco não tenha sido o Goku, deixando Vegeta em segundo plano, sempre como o segundo mais forte. No longa, ambos os Saiyajins estão em um nível extremo, e precisam unir forças para derrotarem o "inimigo".

Broly não é um vilão cruel com sede de vingança. Foi uma criança injustiçada, devido ao seu grande poder, criado sozinho por um pai que nunca teve amor nenhum pelo filho, apenas a amargura por ter sido traído por seu soberano. Alguém que nunca dignaria ao próprio filho uma palavra de afeto, nada que não fosse para torná-lo mais forte, para assim, na primeira oportunidade, se vingar daqueles que tentaram acabar com a sua descendência.

As lutas são um item indispensável em Dragon Ball e as desse filme são completamente insanas. Impossível piscar para não perder nenhuma batalha. O antagonista enfrenta Goku, Vegeta e Freeza, aumentando seus poderes a cada instante, os obrigando a tomarem medidas desesperadas - e talvez vergonhosas, - para finalmente derrotar um ser que não tem noção de seus poderes, de amigos ou inimigos.

"Dragon Ball Super Broly" foca muito na luta em si e no passado dos Saiyajins, trazendo para a tela tudo o que temos de melhor nessa grande história. Até um Deus da Destruição passando seu tempo como babá enriquece e enche de melancolia cada segundo do filme. Incrível e feito para fãs, que não vão conseguir colocar nenhum defeito.
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Professor Feelgood

| 06 janeiro 2019 | 4 comentários:

Autora: Leisa Rayven
Editora: Globo Alt
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Asha Tate deseja acima de tudo ser promovida e editora na pequena Whisplash e para isso ela se dedica de corpo e alma. Sempre tenta ser a melhor em tudo no trabalho. Porém um desafio é lançado na editora: o próximo que trouxer um livro best-seller ganhará o cargo. Inconformada com esse desafio, mas sem outra alternativa, Asha sai à procura de um livro que fará um enorme sucesso.

Já faz algum tempo que Asha segue o Professor Feelgood no Instagram. Suas poesias de tirar o folego junto com suas fotos tiradas de ângulos impossíveis de ver seu rosto, mas que mostram um belo corpo, fazem com que a mesma fique completamente fascinada por um homem que ela não conhece. Mas o Professor possui milhões de seguidores e junto com suas quentes poesias, poderia escrever um livro que com certeza faria muito sucesso, quase que instantaneamente.

Desse modo, Asha precisa entrar em contato com essa pessoa desconhecida e convencê-la a escrever um livro para sua editora. Após uma cena hilária, Asha consegue entrar em contato e o Professor aceita a proposta.

Porém quando Asha finalmente conhece o Professor Feelgood, ele não é nada do que ela esperava. Sendo uma romântica, ela espera que ele fosse um coração partido, mas cavalheiro e gentil e acaba se deparando com um babaca arrogante. E o pior que que as fotos do Instagram não fazem jus a ele, pelo contrário, o Professor é muito mais bonito pessoalmente. Uma atração entre dois se instala logo de cara, porém um ódio explosivo também está presente.

Mas os dois precisam aprender de uma maneira ou outra a trabalharem juntos, pois o livro é muito importante para todos. Asha quer a promoção, o professor precisa do dinheiro e a editora Whisplash vê esse projeto como sua tábua de salvação da falência.

A cena do primeiro encontro do Professor com Asha é perfeita. Todas as emoções sentidas pela Asha são descritas com tanta riqueza que é impossível se manter indiferente nesse momento. Você sente o seu embaraço, sua apreensão, sua surpresa quanto ao professor e claro sua raiva. Pois nada poderia prepará-la sobre quem seria essa pessoa.

“Professor Feelgood” é o segundo livro da série “Masters of love”, porém é um livro que pode ser lido sozinho, mas se lê o primeiro (Mr.Romance) aproveitará melhor a história, pois muitos personagens aparecem nesse livro e voltam no segundo. Um lindo livro sobre como o passado pode afetar seu presente, sentimentos em conflito e o reencontro do amor. Tudo com o toque peculiar e bem feito da querida autora Leisa Rayven.
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Uma Chance para o Amor

| 04 janeiro 2019 | 5 comentários:

Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
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Nora cresceu ao lado do seu príncipe encantado. Amando e planejando seu futuro com Dash, sua vida desabou quando ele foi embora, sem ao menos se despedir. Em uma noite, após beber além da conta, ela escreveu um manifesto contra o Lorde e os motivos pelos quais ele teria perdido a oportunidade de sua vida.

O que a dama jamais imaginaria, era que seu manifesto seria um sucesso, faria dela uma mulher famosa pelos seus ideais, alguém que palestrava e explicava para outras mulheres que elas não precisavam de um casamento para serem felizes. Isso até o próprio Dash voltar para a sua vida, pensando em se casar e lhe questionando sobre aquele artigo e seus reais sentimentos.

Esse é um livro próprio para começar e terminar de uma só vez. Tanto pelo tamanho da obra em si, quanto por personagens tão cativantes, impossíveis de largar até a última página. Tessa Dare nos presenteou com dois protagonistas que sozinhos conseguiriam segurar nos ombros um livro tão perfeito, mas também nos presenteia com passagens de outros personagens da série “Spindle Cove”.

Presos em uma cabana na floresta devido ao mau tempo, não poderíamos ter um cenário melhor para tantos sentimentos e paixões reprimidos virem à tona. Nora tenta elevar sua raiva a cada vez que Dash lhe dirige a palavra, porém, olhar em seus olhos, estar perto de seu objeto de desejo durante tantos anos, não haveria raiva o suficiente que não a fizesse perder o fôlego e desejar tê-lo novamente em sua vida.

Dash a provoca de maneira perspicaz, como se quisesse algo de Nora desesperadamente. Seja uma confissão de amor, ou apenas seu corpo para aquecê-lo durante aquela noite fria, ele sabia exatamente como tirá-la do sério.

Eles não são um casal que se conheceram naquele momento. São um homem e uma mulher que cresceram juntos, se apoiaram em um dos momentos mais difíceis de suas vidas e de quem todos esperavam um casamento, até Dash ir embora, sem nenhum motivo aparente. A autora não escolheu narrar um amor à primeira vista, mas uma paixão reprimida há muitos anos, um desejo agora incontrolável, duas pessoas que depois de muito tempo podiam dar uma chance para aquele sentimento, ou continuarem suas vidas entre fugas e manifestos. 

“Uma Chance para o Amor” é um livro sobre desespero, tristeza e segundas chances. O quanto perder um amor pode abalar alguém e o quanto esse retorno pode acender uma fogueira que deveria estar apagada há muito tempo. Romântico e libertador.
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